De onde v m as boas ideias

Capa
Nesta obra, Steven Johnson procura responder de onde vêm as boas ideias. O autor descarta o senso comum de que criadores já nascem geniais e, isolados em seus estúdios ou laboratórios, concebem as grandes descobertas. E dedica a sua pesquisa inicialmente à biologia, chegando à conclusão de que a evolução depende, mais do que de ambientes propícios para a sobrevivência, de meios em que espécies diferentes entrem em contato. No campo das ideias não é diferente. Traçando a história por trás de quase duzentas descobertas e invenções, o autor procura comprovar que um ambiente conectado, em que intuições circulam livremente, é mais propício para o surgimento de grandes invenções. Johnson nos mostra, criando paralelos, os sete padrões considerados fundamentais dos processos de inovação desenvolvidos pelo homem e pela natureza - as descobertas que surgem a partir de outras descobertas; as redes em que informações se chocam constantemente; as intuições lentamente construídas; as intuições acidentais; o aprendizado a partir dos erros; as invenções de uma área que encontram aplicação em outra; os processos generalizados de sedimentação do saber.

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as boas idéias nascem das nossas mentes criativas.

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Síntese:
Em seu livro "De onde vêm as boas Idéias" Steven Johnson, desmistifica as grandes criações. Para ele, elas não são fruto de gênios criativos que num insight repentino são capazes de criar
algo que mudará para sempre a história. Para ele, ao contrário, as grandes criações resultam do amadurecimento de uma longa pesquisa, do exercício de pensar sobre, e, sobretudo, precisam de ambientes propícios para florescer.
Ele identifica em seu livro os ambientes que considera mais férteis para este florescimento:
• Ambientes humanos: laboratórios científicos, redes de informação da internet
• Ambientes naturais: recifes de coral, florestas tropicais, sopa química que deu origem à vida.
No livro, o autor fala em cada capítulo sobre sete características que considera fundamentais, como padrões para o processo de inovação:
1. O possível adjacente: descobertas possibilitadas/preparadas por outras descobertas;
2. Redes Líquidas: redes nas quais as informações se chocam constantemente;
3. A intuição lenta: intuições que vão se construindo lentamente até se tornarem uma "descoberta"
4. Serendipidade: descobertas feitas "aparentemente" ao acaso, acidentais;
5. Erro: o erro como aprendizado;
6. Exaptação: invenções de uma área que encontram aplicação em outra
7. Plataformas: camadas superpostas ou processos generalizados de sedimentação do saber.
Para Johnson, todos podem ser inovadores, mas é preciso saber cultivar, amadurecer e compartilhar o conhecimento para que ele gere inovação.
Regina Machado Araujo Cardoso
 

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