Renato Russo: O filho da Revolução

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HarperCollins Brasil, 3 de jun de 2013 - 440 páginas
A música e o trabalho de Renato Russo estão enraizados na minha memória. A minha relação com eles começou bem cedo, pois a minha mãe sempre foi uma fã apaixonada da Legião Urbana. Cresci ouvindo Renato Russo na minha casa.Fiquei muito feliz em ser escolhida, depois de uma dura disputa, para encarnar a Maria Lúcia, em Faroeste caboclo. Faço a minha estreia no cinema realizando um grande desejo: encontrar um desafio e me sentir pronta e com energia para enfrentá-lo. Cheguei a ele: dar vida a essa menina tão cheia de conflitos e causas.Muita gente me pergunta: por que as pessoas devem assistir ao filme Faroeste caboclo. A música faz parte de uma geração inteira. É uma história que ocorre em meio à ditadura militar, mostrando a reação dos jovens àquilo tudo. E não posso deixar de destacar os personagens complexos criados pelo Renato. Quem não tem a curiosidade de saber como a Maria Lúcia, o João e o Jeremias eram, como eram suas vidas, seus hábitos? E por que "Maria Lúcia com Jeremias se casou"? É claro que no cinema o mecanismo é diferente, mas acredito que deu certo, e a Maria Lúcia passou a existir na sua forma completa, assim como o João e o Jeremias.Viva Renato Russo! Isis Valverde, abril de 2013.Nenhum homem vive solto no tempo e no espaço. Muito menos o gênio paira acima das coisas terrenas. Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, Renato Manfredini Jr. tornou-se Renato Russo num tempo e num espaço precisos, de meados da década de 1970 a meados da década de 1980, em Brasília. O líder da Legião Urbana, conjunto de rock mais popular da história do país, não poderia ter emergido de outro momento ou lugar.Jornalista em Brasília, como Renato foi um dia, Carlos Marcelo rastreia a energia criadora do ídolo pela cidade. Com finíssimo texto e colossal apuração, ele reconstrói a Brasília da Turma da Colina. Que cidade linda, tediosa e insurgente.

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Sobre o autor (2013)

Nascido em 1970 em João Pessoa (PB) e radicado no Distrito Federal desde 1985, Carlos Marcelo é formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB). Foi repórter de música, editor do suplemento juvenil X-Tudo e do caderno de cultura do Correio Braziliense; atualmente, é editor-executivo do mesmo jornal. Foi um dos vencedores do Prêmio Esso, em 2005. É um dos criadores do programa de rock "Cult 22" e autor da série "A história do rock de Brasília", publicada em 2000 na revista ShowBizz. Em 2004, lançou o livro Nicolas Behr – Eu engoli Brasília, primeiro volume da coleção Brasilienses.

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