Lisia poetica: ou, collecção poesias modernas de auctores portuguezes, Volumes 3-4

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Typ. Commercial, 1848
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Passagens mais conhecidas

Página 10 - Não fala aos homens de amor. Meiga lua, os teus segredos Onde os deixaste ficar ? Deixaste-os nos arvoredos Das praias dalém do mar ? Foi na terra tua amada, Nessa terra tão banhada Por teu límpido clarão ? Foi na terra dos verdores, Na Pátria dos meus amores, Pátria do meu coração ? Ohl que foi!
Página 12 - Co'a lua da minha terra, Nas terras do meu país. Eu e tu, casta deidade, Padecemos igual dor, Temos a mesma saudade, Sentimos o mesmo amor: Em Portugal, o teu rosto, De riso e luz é composto, Aqui, triste e sem clarão; Eu lá, sinto-me contente, Aqui, lembrança pungente Faz-me negro o coração.
Página 22 - Sanctas inspirações morrer sentindo Do coração no fundo, Sem achar no desterro uma harmonia De alma, que a minha entenda, Porque seguir, curvado ante a desgraça, Esta espinhosa senda...
Página 32 - Que bellezas nos legou ! ! Pungido de acerbas dores, Pelo Tejo, seus amores, Foi o rei dos trovadores.... Foi o Cysne que expirou ! Como Ovidio, desterrado Lá na gruta de Macáu, Só tem o pranto enxugado Pela mão do pofcre Jáu.
Página 21 - Contra o furor da sorte ; Tu, que esperas ás portas dos senhores, Do servo ao limiar, E eterna corres, peregrina, a terra E as solidões do mar, Deixa, deixa sonhar ventura os homens; Já filhos teus nasceram : Um dia acordarão desses delirios, Que tão gratos lhes eram.
Página 31 - D'esse fero Adamastor! Era um astro fulgurante, Era um poeta gigante, Tinha mais alma que o Dante, Cantava com mais amor! No peito coberto...
Página 11 - Lá onde Deus concedera Que em noites de primavera Se escutasse o rouxinol. Tu vens, ó lua, tu deixas Talvez ha pouco o paiz, Onde do bosque as madeixas Já...
Página 21 - Entre escarcéus erguidos, Que eu te invoco, pedindo-te feneçam Meus dias aborridos : Quebra duras prisões, que a natureza Lançou a esta alma ardente ; Que ella possa voar, por entre os orbes, Aos pés do Omnipotente. Sobre a nau, que me estreita, a prenhe nuvem Desça, e estourando a esmague, E a grossa proa, dos tufões ludibrio, Solta, sem rumo vague ! Porém, não ! . . . Dormir deixa os que me cercam O somno do existir ; Deixa-os, vãos sonhadores de esperanças Nas trévas do porvir.

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