Maravilhas a caminho

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Ed. Loyola, 2005 - 136 páginas
1 Resenha
Este livro aborda, a partir de experiências reais, como; o preconceito e a inclusão; a sacralidade da pessoa deficiente; o proque da ocorrência das deficiência; a acolhida dos deficientes no ambiente familiar, escolar, social e particularmente nas igrejas e nos sacramentos.

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A deficiência está inscrita em nossas vidas e é uma escola de humanidade. Saber acolher um deficiente e viver nossas deficiências é uma bênção oferecida a todos. Há alguns anos tornei-me deficiente visual: passei a usar óculos. Na tradição judaica e cristã, uma pessoa abençoada será um deficiente. Com a idade toda pessoa torna-se aos poucos um deficiente sensorial, motor e mental, perde-se a acuidade dos sentidos, a mobilidade e a força física enquanto declina a memória e agilidade mental.
Todos nascem extremamente deficientes e carentes. Durante toda a vida continuam frágeis. Ninguém vive num refúgio onde não possa ocorrer uma enfermidade, um acidente ou simplesmente um cansaço. Se uma morte repentina ou acidental não colher a vida do jovem ou adulto, a entrada na velhice é uma experiência certa de portarem-se sucessivas e ampliadas fragilidades. Deficientes e deficiências ensinam o reconhecimento e a aceitação dos limites como uma via de crescimento.
Ser deficiente, ter um familiar ou amigo nessa condição, não significa receber uma cruz, nem uma missão. É uma oportunidade inquietante para ir a si mesmo, sem ser devorado por ilusões de poder ou saber. Poetas, pintores, escritores, santos, sábios e artistas fizeram dos deficientes um modelo estético e ético, pois sabiam que existem maravilhas a caminho nessa via dolorosa.
Este livro aborda, a partir de experiências reais, questões como: o preconceito e a inclusão; a sacralidade da pessoa deficiente; o por quê da ocorrência das deficiências; o papel dos familiares – pais, irmãos e avós – face aos portadores de deficiências; a acolhida dos deficientes no ambiente familiar, escolar, social e particularmente nas igrejas e nos sacramentos.
Deficiência não é sinônimo de incapacidade. O livro relata e propõe uma série de condutas e atitudes, baseadas em experiências de inclusão, inspiradas na cultura da diversidade, em que acolher um deficiente é também um caminho de sabedoria para viver nossas próprias deficiências.
 

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