A mocidade de D. João V: romance, Volumes 3-4

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Typ. da Revista universal, 1852
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Passagens mais conhecidas

Página 335 - Viuva sem ser esposa, orphu tendo paes extremosos, o que procuro é um retiro aonde nao chegue o mundo, e aonde sem crime continue a amar... a minha saudade. Quando o confesso a vossa magestade, e acrescento que o meu ultimo suspiro será para Deus, eo penúltimo para a ternura que jurei, disse tudo. É necessario urna determinaçao invencivel, como a que tomei, para nao esconder nada. Sabe vossa magestade a rasäo?
Página 306 - ... e madre-perola o magnifico relogio de salla, esculpido como um primor de Benvenuto Cellini, e menos precioso pelo oiro, do que pela raridade do lavor. Este relogio, presente de Luiz XIV a D. Pedro II, tinha um registo de música, ao som do qual saía urna risonha procissao de figuras bucólicas cada vez que batía as horas. Apenas o jesuíta ajoelhou e Ihe beijou a...
Página 1 - Era ao caír da tarde. O sol desmaiava, e descendo entre nuvens rosadas, despedia-se com saudade, dourando os montes, as torres e as grimpas. O céu tinha aquelle azul puro e firme, que tanto brilha nos dias de...
Página 307 - ... papel, e erguendo-se, dirigiu-se para o italiano com a phisionomia aberta, e certo fulgor na vista. — « Sabemos que vossa paternidade é prudente e de bom conselho ! » Apezar de ser dictado commum, que em Italia nao se falla senao para engañar, esperamos o contrario da sua parte, quanto ao que vamos dizer.
Página 313 - Cecilia trazida a todos os momentos pela saudade do aílecto, exacerbava-se pela ausencia e „pelo terror dos perigos, a que a julgava exposta, e cada vez cortava com mais força, e tomava maior poder sobre a sua vida. Achando-se livre, depois da morte de seu рае, suspendeu logo a partida do conde de Villar-Maior para Vianna d'Austria ; e sem se atrever a decidir, affagava mais ou menos cari nhosamente, segundo as phasas porque...
Página 336 - Joäo ¡»ajuntou mais baixo e deixando fugir para elle, banhada de lagrimas suaves, a vista fascinante, que foi beijar o olhar temo e queixoso do mancebo, « isto nao pode ; isto nao deve ser. Aos meus pés o rei !.. » — « É o seu logar pedindo perdao e confessando o erro.
Página 66 - Diante de si , aos pés da cama, achou perfilada a solemne , a engomada , a eterna pessoa do abbade Silva, com a cor mais mimosa na calva, com o sorriso mais...
Página 208 - ... degollar. Ao toque de ave-marias Foram ambos a interrar: A infanta no altar mor, Elle á porta principal. Na cova da Rosalinda Nasce uma árvore real, E na cova do almirante Nasceu um lindo rosal. Elrei, assim que tal soube, Mandou-os logo cortar, E que os fizessem em lenha Para no lume queimar. Cortados e recortados, ' Tornavam a rebentar: E o vento que os incostava, E elles iam-se abraçar. Ehci, quando tal Ouviu, iVunca mais pòde^alMar A rainha, que tal sottBe, Cahia logo ittortal. — -Não...
Página 309 - E os fillios como vossa magestade sao tào reipeitosos que preferem fechar os olhos a correrem em processo com a gloria de seus paes... » D. Joào V deu dois ou tres passeios, e tirando da pasta algumas cartas, mostrou-as ao jesuíta, dizendo : — « Sabe o que está nestes papéis e de quem foram? » — « Vossa magestade nao se dignou dizel-o ainda.
Página 293 - ... menina formosa e compassiva. O conde de Aveiras, e D. Luiz de Alhaide, desejosos de concorrerem da sua parte para a soltura do mancebo, eo primeiro zeloso como amante em cumprir as ordens de Catharina, ajustaram acompanhar a donzella até á porta do gabinete do príncipe, occultando-lhe o nome, e esperando a occasiao, que a sabedoria do visitador julgasse mais opportuna para ser introduzida.

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