A Revolução do Haiti e o Brasil escravista: O que não deve ser dito

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Paco Editorial, 28 de dez. de 2017 - 348 páginas
A Revolução do Haiti e o Brasil escravista – o que não deve ser dito trata de repercussões da Revolução Haitiana (1791 – 1825) no Brasil (1800 – 1840) colonial e imperial. Antirracismo, crítica à escravidão e afirmação das soberanias nacional e popular são o pano de fundo da narrativa: fios de uma trama que interliga protagonistas brasileiros (na época do processo de Independência) à ilha rebelde no Caribe. O historiador Marco Morel levou 15 anos elaborando o livro que inicia com uma síntese daquele evento, do qual resultaram: o único Estado nacional oriundo de uma insurreição de escravos no mundo; e, nas Américas, o primeiro país a abolir a escravatura e a segunda proclamação de Independência. Apesar dainvisibilidade construída, tais episódios e seus personagens eram bem conhecidos entre as elites letradas – e além delas. Os ecos dos acontecimentos constituíram "fantasmas" mas encontraram, também, recepção favorável no Brasil entre setores diversos da sociedade. O silêncio do passado é eloquente. De impensável, o acolhimento da Revolução do Haiti tornou-se inaceitável, não-dito.
 

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Sobre o autor (2017)

Marco Morel é historiador, professor associado do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UERJ e pesquisador do CNPq. Doutor em História pela Université Paris I (Panthéon-Sorbonne) com pós-doutorado no IEB/ USP, mestre em História do Brasil pelo IFCS/UFRJ e bacharel em Jornalismo pela ECO/UFRJ. É autor de livros, capítulos de livros, textos acadêmicos e artigos em veículos de grande circulação. Organizou as obras: Sentinela da Liberdade e outros escritos (1821 – 1835), de Cipriano Barata; A Revolta da Chibata e O golpe começou em Washington, de Edmar Morel.

Informações bibliográficas