Cantáteis: cantos elegíacos de amozade

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Garamond, 2005 - 107 páginas
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Um cordel pós-moderno que revela, tanto para o público que acompanha o trabalho de Chico César como para aqueles que se interessam por poesia, um poeta original, erudito e afinado com a sensibilidade contemporânea. Um poeta capaz de dialogar, com vigor e originalidade, com os cantos do sertão e da Divina Comédia, com o pop, com o modernismo latino-americano, com a poesia brasileira e, é claro, com a música popular. 'Cantáteis', nas palavras do autor, é "um canto de amor e amizade a uma mulher", e foi escrito impulsionado "por esse sentimento híbrido ('amozade') e que muitas vezes julgamos formado por partes que se negam - o amor e a amizade". A musa, mais além da mulher real que existiu na vida do poeta, é "uma representação de um tipo de mulher de São Paulo. Urbana, letrada, combativa, independente, freqüentadora dos círculos intelectuais alternativos, das rodas artísticas". Se São Paulo, como disse outro poeta, é como o mundo todo, 'Cantáteis' é uma experiência de linguagem que ultrapassa as fronteiras dos idiomas, das culturas, do nacional, do popular, do erudito, dos gêneros, das identidades, da língua. Ao mesclar elementos da sua própria experiência, da vida cotidiana, com referências eruditas, da filosofia à política, e da cultura popular, do cinema, do pop, da comunicação de massas e do brega, entre outras, 'Cantáteis' dialoga com uma rica vertente da literatura e da poesia contemporâneas. Mais além, na própria estrutura, por sua proposta cênica, musical (encontra-se em parte musicado) e midiática, o poema se insere no registro multimídia, característica marcante da criação poética a partir do século XX.

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