A formação de jovens violentos

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Appris, 1 de jan de 2016 - 287 páginas
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Violência é tema cotidiano. Todos têm opinião formada sobre tudo que lhes diz respeito. Mas ao contrário do que talvez ocorra quando se trata da seleção brasileira, a média das teorias populares não corresponde a uma compreensão razoável do fenômeno, assim como as propostas práticas dedutíveis das opiniões correntes tampouco são efetivas e justas. Em outras palavras, para solucionar um problema e mudar uma realidade indesejável, é preciso intervir racionalmente, o que requer o conhecimento da realidade que se deseja transformar. Conhecer significa libertar a consciência de preconceitos, clichês e impressões do senso comum. Ao subestimar a produção acadêmica de conhecimento, políticos, profissionais da área e autoridades têm se mostrado incapazes de lidar com o desafio da criminalidade violenta. Ao ignorar o trabalho acumulado na universidade brasileira e internacional, a sociedade, inspirada pelo medo e pelo sentimento de vingança, adere a visões simplificadas, unilaterais e profundamente equivocadas, o que a leva a tornar-se cúmplice involuntária da reprodução ampliada da violência que gostaria de reduzir. Eis aí o resultado: nosso país é refém de uma tragédia: a cada ano, 56 mil pessoas são assassinadas, sobretudo jovens. E são também majoritariamente jovens do sexo masculino os autores desses crimes. Por que os jovens? Por que uns e não outros? Que fatores concorrem para a formação do jovem violento? Sem responder de modo consistente a essas perguntas, como formular políticas públicas efetivas? Por isso, o alcance desta obra transcende os limites da comunidade acadêmica. Ela sugere novos ângulos para abordar essas e outras questões decisivas e pode ajudar o conjunto da sociedade a trocar as lentes de seus óculos impotentes, revogados pela complexidade do real.

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