O descobrimento da biodiversidade: a ecologia de índios, jesuítas e leigos no sécolo XVI

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Edições Loyola, 2004 - 183 páginas
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Com suas borboletas, bichos-preguiça, tatus, micos, beija-flores, papagaios e tamanduás, a biodiversidade do Brasil possui características especiais. Muitos de seus seres vivos só existem na América do Sul, uma região biogeográfica única e distinta de todas as outras. A biodiversidade latino-americana forneceu ao mundo alimentos e matérias- primas - batata, abacaxi, cacau, mandioca, borracha, tomate e outros. Mas o conhecimento sobre milhões dessas formas de vida ainda não é suficiente. A história da descoberta da biodiversidade brasileira é cheia de personagens, aventuras e resultados cujos reflexos influenciam nosso cotidiano e poucos conhecem. Este livro, com rigor científico, paixão e certa dose de humor, é uma viagem inédita ao passado como uma chave para compreender o presente e o futuro da biodiversidade brasileira.

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Com suas borboletas, bichos-preguiça, tatus, micos, beija-flores, papagaios e tamanduás, a biodiversidade do Brasil possui características especiais. Muitos de seus seres vivos só existem na América do Sul, uma região biogeográfica única e distinta de todas as outras. A história da descoberta da biodiversidade brasileira emerge no século XVI e é cheia de personagens, aventuras e resultados cujos reflexos influenciam nosso cotidiano e poucos conhecem. Este livro, com rigor científico, paixão e certa dose de humor, é uma viagem inédita ao passado como uma chave para compreender o presente e o futuro da biodiversidade brasileira.
O povoamento humano da América do Sul há pelo menos 20 mil anos, coincidiu com o desaparecimento de muitas espécies, principalmente de mamíferos. Durante milênios, os caçadores coletores usaram o fogo, a caça sistemática e a exploração diferenciada da vegetação. Eles transformaram florestas, cerrados e ambientes costeiros, alteraram a biodiversidade, favoreceram espécies de seu interesse e prejudicaram outras. A extinção maciça de espécies animais há 10 mil anos é de assustar. Eles nomearam as espécies, mas não registravam.
Os povoadores portugueses: padres jesuítas, religiosos e alguns leigos, a partir do século XVI, pela primeira vez, eles registraram tudo por escrito, sistematicamente. Seguindo regras. Reunindo fatos, observações e refletindo. Foram milhares de páginas. Eles fizeram do português uma arca de Noé, onde os nomes indígenas de plantas e animais foram salvos no dilúvio da aculturação. Os nomes da biodiversidade saíram do Neolítico e foram acolhidos nos campos da escrita.
E formularam hipóteses para explicar a origem dessa biodiversidade. Afirmaram que ela surgiu por aqui mesmo, bem depois do dilúvio. Separaram o conceito de origem (Deus) do de criação (natureza). Para jesuítas como Anchieta, Nóbrega e Cardim a vida podia surgir da matéria mineral e mais, uma espécie podia se transformar em outra por heterogonia. Defendiam os animais e a sacralidade da natureza. Desenvolveram uma biologia pré-lineana e pré-darwiniana, ousada e científica, ainda útil em tempos de obscurantismo criacionista. E inauguraram uma das mais antigas tradições nacionais: a da defesa e compreensão do meio ambiente.
 

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Esse livro mostra como a biodiversidade brasileira já era cobiçada desde a época do descobrimento. Também contém informações importantes sobre como os indigenas do período pré-cabralino interagiam com a natureza modificando o meio-ambiente ao longo do tempo. Muito bom!

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