Informação. Linguagem. Comunicação

Capa
Atelie Editorial, 2003 - 155 páginas
A obra se divide em duas partes - a primeira é o corpo expositivo, teórico-prático, das questões mais importantes do processo comunicacional; a segunda, uma reunião de artigos e ensaios sobre tópicos específicos da cultura de massa, tal como iam-se apresentando ao longo do período dominado pelo autoritarismo político-militar em que foram escritos.
 

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Livro. Comunicacao Empresarial

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Décio Pignatari, nascido em 1927, é um tradutor, poeta concretista, professor de
Teoria da Informação e teórico da comunicação. Traduziu obras de Marshall McLuhan,
Dante Alighieri, Goethe e
Shakespeare. Produziu obras para o teatro, contos e poemas.
Foi professor de universidades como PUC e USP. Para o autor, a Comunicação é parte
da Teoria da Informação.
Com relação ao livro Informação Linguagem Comunicação, publicado em 1968,
pela editora Perspectiva, aborda especialmente questões introdutórias relacionadas à
Semiótica, à Teoria da Informação e à cultura de massas, sendo estes conteúdos bastante
relevantes às disciplinas de Comunicação, Letras, Artes e Ciências Sociais. Tais
conteúdos promovem potencialmente novos entendimentos referentes à cultura, artes
visuais e gráficas, design, arquitetura, entre outras áreas.
São seis capítulos que compõem a obra, e estes podem ainda ser agrupados em
duas ênfases. Num primeiro momento, ocorre a exposição dos tópicos que o autor
considera fundamentais aos processos comunicacionais (quatro primeiros capítulos) e,
em seguida, reúne, em textos, os conteúdos sobre pontos mais específicos da cultura
(dois outros capítulos, além de ensaios finais).
É no primeiro que consta a introdução à Teoria da Informação. Aborda a questão
de sua denominação, sendo este um tema abrangente, que engloba as plataformas de
disseminação das informações e a organização destas em mensagens. Aponta a
industrialização como o fenômeno que nos moldou para a necessidade de obtenção de
informações de forma sintética, bem como desenvolvedor dos meios adequados à
disseminação destas conforme cada contexto histórico (tarefas dos designers de novas
linguagens), dos livros e jornais, até o rádio e a televisão.
Salienta, ainda, que o que conta para a Teoria, que surge como uma teoria
matemática, é essencialmente a quantidade da informação, mais que a qualidade ou seu
conteúdo. A informação deve ser codificada, de modo a ser acessada, evitando-se ruídos
(erros de decodificação).
No segundo capítulo, Pignatari apresenta conceitos básicos com relação à Teoria
Semiótica. Define etimologicamente signo (bem como os níveis pelos quais os signos
podem ser estudados: sintático, semântico e pragmático, de acordo com a divisão de
Morris), classifica-os (propõe a classificação de ícone, índice e símbolo), e apresenta a
noção de interpretante. Sucintamente relaciona a Semiótica, a Semiologia e o
Estruturalismo, esclarecendo que a Semiologia é o nome dado à Semiótica na Europa,
como coloca o autor. À junção de signos que gera uma estrutura sintática dá o nome de
texto, e dá o nome de contexto quando esta tinge uma coerência semântico-pragmática.
Código, linguagem e metalinguagem são os aspectos principais tratados no
terceiro capítulo. Classifica os dois primeiros termos como sinônimos, e complementa
que se referem a “um vocabulário de signos e o modo de usá-los”. Já a metalinguagem
seria o oposto da linguagem-objeto, ou seja, uma é a “linguagem com que se estuda” e a
outra, a “linguagem que se estuda”.
A Teoria da Informação é retomada no quarto capítulo, após ter sido introduzida
no primeiro. Apresenta o bit (dígito binário), medida unitária da informação, e também
a linguagem dos computadores. Relaciona informação e entropia, relação fundamentalmente proposta por Norbert Wiener, fundador da Cibernética, sendo que entropia é um conceito proveniente da termodinâmica. O calor, sendo transformado em trabalho, e que irreversivelmente se recupera na mesma quantidade, origina tendências entrópicas, tendências ao colapso. O autor coloca que a entropia negativa equivale à informação, logo à diferença, que crescem com a organização do sistema. A entropia seria, assim, a uniformidade, a redundância, e nisto a comunicação é inviabilizada. Signos novos se fazem necessários.
Já no quinto capítulo pesquisas e aplicações da
 

Conteúdo

Introdução à Teoria da Informação
13
Semiótica ou Teoria dos Signos
27
Estatística e Informação
43
A Teoria da Informação
53
Pesquisas e Aplicações
67
Comunicação e Cultura de Massas
83
Bibliografia
99
Kitsch e Repertório
121
Vanguarda em Exploração Sonora
135
Índice Onomástico
151
Direitos autorais

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