O cheiro do ralo

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Companhia das Letras, 3 de jan. de 2020 - 184 páginas
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Uma narrativa vertiginosa das obsessões crescentes do cruel proprietário de uma loja de quinquilharias, que vive incomodado com o cheiro do ralo. O livro que deu origem ao filme de Heitor Dhalia, protagonizado por Selton Mello.
O cheiro do ralo (2002), primeiro romance de Lourenço Mutarelli (que já era figura consagrada no mundo dos quadrinhos), chegou às livrarias revestido de lenda viva: ele o teria escrito em apenas cinco dias, durante um feriado de carnaval. Mito ou verdade, a linguagem do livro demonstra urgência incomum, correspondente ao seu curto período de composição. Apesar de ser uma narrativa introspectiva, a ação não cessa em nenhum momento dessa obra violentamente poética, que deu novo rumo à ficção brasileira contemporânea.
O protagonista, proprietário de uma loja de quinquilharias, transforma o comércio em um sistema sádico para afligir seus clientes, tão desesperados quanto ele próprio. Obcecado pelo cheiro do ralo que vem dos fundos da loja e pela bunda da garçonete do bar onde almoça todos os dias, o narrador (um sósia do "moço que faz o comercial do Bombril") naufraga aos poucos em seus delírios. Entre a bunda e o ralo, não lhe resta saída que não seja ir para o buraco.

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Sobre o autor (2020)

Lourenço Mutarelli nasceu em 1964, em São Paulo. Publicou diversos álbuns de quadrinhos, entre eles, Transubstanciação (1991) e a trilogia do detetive Diomedes: O dobro de cinco, O rei do ponto e A soma de tudo I e II. Escreveu peças de teatro — reunidas em O teatro de sombras (2007) — e os livros de ficção O cheiro do ralo (2002, adaptado para o cinema em 2007), Jesus Kid (2004), O natimorto (2004, adaptado para o cinema em 2008), A arte de produzir efeito sem causa (2008, adaptado para o cinema em 2014), Miguel e os demônios (2009), Nada me faltará (2010) e O grifo de Abdera (2015).

Informações bibliográficas