O lobo da estepe

Capa
Record, 8 de jun. de 2020 - 240 páginas

Do autor premiado com o Nobel de Literatura.

Harry Haller é um homem de 50 anos que acredita que sua integridade depende da vida solitária que leva em meio às palavras de Goethe e as partituras de Mozart; um intelectual tentando equilibrar-se à beira do abismo dos problemas sociais e individuais, ante os quais a sua personalidade se torna cada vez mais ambivalente e, por fim, estilhaçada. A primeira parte do livro é o pesadelo do lobo Haller, sua depressão e sua incapacidade de se comunicar que está na base da crueldade e da autodestruição. Na segunda o lobo se humaniza, através da entrada em cena de Hermínia, que tenta reaproximá-lo do mundo, no caso uma comunidade simplória, com salas de baile poeirentas e bares pobres.

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Sobre o autor (2020)

Hermann Hesse (1877 – 1962) nasceu na Alemanha, e naturalizou-se suíço em 1923. Contista, poeta, ensaísta e editor de importantes obras da literatura alemã, o escritor foi um adversário declarado do nazismo, e se posicionou firmemente contra a ascensão desta ditadura por meio de artigos publicados naquela época. Em 1911, viajou para a Índia a fim de conhecer a vida no Extremo Oriente. Em seus textos, Hesse procurou se manter fiel às tradições literárias românticas e clássicas. É autor, entre outros livros, de O jogo das contas de vidro, O lobo da estepe, Sonho de uma flauta e Narciso e Goldmund. Em 1946, Hermann Hesse ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

Informações bibliográficas