Poesias de A. Gonçalves Dias

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B.L. Garnier, 1891
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Passagens mais conhecidas

Página 87 - MINHA TERRA tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Página 129 - Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o cobarde do forte; Pois choraste, meu filho não és!
Página 124 - Sobresteve o Tupi: - arfando em ondas O rebater do coração se ouvia Precipite. - Do rosto afogueado Gélidas bagas de suor corriam: Talvez que o assaltava um pensamento... Já não... que na enlutada fantasia, Um pesar, um martírio ao mesmo tempo, Do velho pai a moribunda imagem Quase bradar-lhe ouvia: "Ingrato! ingrato!
Página 282 - Num engano d'amor arrebatar-nos. Mas isso amor não é; isso é delírio, Devaneio, ilusão, que se esvaece Ao som final da orquestra, ao derradeiro Clarão, que as luzes no morrer despedem: Se outro nome lhe dão, se amor o chamam...
Página 119 - Que foi? Tupã mandou que ele caísse, Como viveu; E o caçador que o avistou prostrado, Esmoreceu! Que temes, ó guerreiro? Além dos Andes Revive o forte, Que soube ufano contrastar os medos Da fria morte.
Página 92 - Liso crânio repousa a meu lado, Feia cobra se enrosca no chão. O meu sangue gelou-se nas veias, Todo inteiro — ossos, carnes — tremi, Frio horror me coou pelos membros, Frio vento no rosto senti. Era feio, medonho, tremendo, Ó Guerreiros, o espectro que eu vi. Falam Deuses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!
Página 126 - ... viva Ante os olhos do corpo afigurada. Não era que a verdade conhecesse Inteira e tão cruel qual tinha sido; Mas que funesto azar correra o filho, Ele o via; ele o tinha ali presente; E era de repetir-se a cada instante.
Página 127 - Quando o tempo vai bonança; Uns olhos cor de esperança. Uns olhos por que morri; Que ai de mi! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi!
Página 130 - Um amigo não tenhas piedoso Que o teu corpo na terra embalsame, Pondo em vaso d'argila cuidoso Arco e frecha e tacape a teus pés!
Página 254 - De quem mau grado, a ausência, o tempo, a morte E a incerteza cruel do meu destino, Não me posso lembrar sem ter saudades, Sem que aos meus olhos lágrimas despontem.

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