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Cid.e ao regim.o da nobreza, e preveligiados, e se isto declara S. Mg.e pozetivam.te como se ve das copiaz; e a pratica, eoq. observab os moedr.os de Lx.a, he hirem aoz exercicios, e mostras, como podem pertender estes mais izençaõ que aquelles, de quem fazem exemplo p.a az suas regalias ? Para iludirem de todo a ordem de S. Mg.e ea do meo Bando, no fim do mez passado se juntara), e comvocarab armados perto de Iduzentas pessoas sem licença, ou permissao minha, e passaraõ mostra, mandandome Lista della julgandoce independentes deste Governo p.a semelhante comvocaçaõ armada q. no conceito de alguns se supos soblevação olhando p.a huma Carta avulça q. aqui apareceo, e na de outros que queriaõ disputar com armas as regalias do seo previlegio ; e porq. deste atentado, e atrevim.o todo emcaminhado a me dezobedecerem, se seguiaõ consequencias perniciosissimaz, e indecorozas a authoridade regia, mandei prender o Provedor da mesma Caza da Moeda como cabeça, e na mostra que pertendo passar heide obrigar por força a todoz os moedr.os a passem como tenho mandado, e dispoem a ordem do prim.ro de M.co de mil sette centos vinte, e sette por comvir asim ao respeito que se deve ter a ordem do Cons.° Ultr.', e as do Governo, pois de se desprezarem se seguem tantos absurdos e perturbaçoeñs quanto tem mostrado a expriencia, e quando se sintaõ gravadoz os taes moedeiros, recorra a S. Mgie, obedecendo agora para que se lhe declare o q. devem obrar para odiante. E se no pegarem nas armas se disculpaõ com dizerem o dispoem asim o seo regim.to, e Alvarâz, nunca pode ser independente do Governo, de quem devem esperar licença p.a o fazer, e sem ella incorrem na pena de soblevadoz. Finalmente se nas materias da Fazenda real que he mais prevelegiada q. nenhuma outra, mandando o Gov. fazer despezas contra ordeñz pozetivaz de S. Mg.e, ainda que com ellaz duvide o Prov.' della, se o Govern." ordena q. sem embargo da duvida execute o seo despacho deve cumprir, e dar parte sendo materias de consequencia, em q. a Fazenda real perdida huma vez senaõ recupera, sô porq. se nað falte a obediencia, que se deve ao Governo ; e se isto se observa em materia tam importante, que farà em huâ de previlegio (que cazo negado) violandoce huma vez se pode pelo meyo do recurço restabelecer para sempre, e com mais vigor do q. athe ali, sem que pela sua obediencia fiquem dezacreditadoz antes da sua inobediencia podem ficar perdidoz. Este cazo estâ na expectaçaõ deste povo se virem q. o Govn.° nað he obedecido, e em materia taõ justa, e tam vrgente, por teima, por capricho de se nað subordinarê a hum Sarg.to mor conseguem os moedeiroz 0 q. tem intentado contra a ordem do Conselho, e ficariać irrizorias todas as mais, e ainda q.do se entendesse que esta ordem não derogaua as q. tinhaõ sido firmadas pela mão Real, se deviaõ submeter a ella com toda a veneração cumprindoa, reprezentar no mesmo Tribunal a duvida, 9. tinhaõ, e a violencia q.e se lhe fazia p.a o mesmo Tribunal o fazer prezente a S. Mg.e, e determinar o dito Snr. 09. foce servido, porq. de a duvidar cumprir, he deixar aberta huâ porta perniciozissíma ao serviço, e indecoroza aquelle Tribunal Regio, poiz emtodas as rezoluçõens delle, entrariaõ a duvidar, e comentar o poder q. tem ; e os familiares, contratadores, e Justiças, que todos querem izêçam apertendera) com pretextos iguaes aos moedr.os; pois os previlegios de Infançõeñs, quaes lograð os cidadões, não são menorez que os dos moedr.os, e p.a evitar este disturbio he percizo dem cumprimento ao Bando, vindo como manda a ordem de mil, sette centos, vinte sette, ficando de nenhum vigor a noteficação dos incouttos aos officiaes, que forað noteficados para q. os não matricullassem, e satisfeita a authoridade do Governo, que he a q. se deve conservar ileza, e defenderey com todas as minhas forças. Em comcluzão a dezobediencia he o crime mais horrorozo, e punivel, q. deve haver, e ainda he mais exacrando no serviço mellitar, q. nao tem menoz pena que Capital, e quando pela simples sugeiçao de hû dia se evitavaõ tantos desturbios, e questoeñs indecorozas, porq. tenho passado maduram.e se devia obedecer com huã grande resignaçao e mostrar na prezença do Soberano aviolencia, que se lhe fazia, e nunca devião mostrar aquerião disputar levantandose, e fazendo huma especie de soblevação como tem feito largando o lavror da Casa da Moeda sendo o seo conservador obrigado a fazellos cumprir com as minhas ordês, e a sua obrigação, e ainda 9.do houvece Leys encontro se devião dessimullar por evitar o mayor prejuizo q. esse he o direito da razão, e desta he q. deve ser conservador, mais q. dos moedr.os hú tal Menistro, em quem por nenhnm principio quero supor ... salvo omelhor parecer. E tendo lido esta na presença de todos, e as ordeñs de S. Mg.de do prim.o de Março de mil sette, centos, e vinte sette, de vinte e sinco de Setembro de mil, seis centos, noventa, e nove, de Novembro de mil, e sette centos, e dezasette de Abril de mil, sette centoz, vinte e sinco; lhes pedia os seos pareceres p.a q. a vista da dita reprezentação, e por credito da authorid.e Regia votassem no q. devia seguir. E logo pelo Ouvidor geral conservador dos moedeiros desta mesma cid.e foi exposto que sem embargo das razões reprezentadas se devião guardar aos officiaes moedeiros, seos filhos, e Familiares da Caza da moeda, ou seos previlegios não os obrigando a entrar nas ordenanças, nem áaparecer nas mostras por serem izentos dellas peloz Alvaraz, e ordem de S. Mg.e de sinco de Junho de mil, quatrocentos, vinte oito, e de sette do dito de mil quatro centos trinta e hú e de quinze de Novembro de mil quatro centos sincoenta e hum, e de vinte de Setr.o de mil, quatro centos, oitenta e sinco, e de quinze de Junho de mil, quinhentos e sette, e de quinze de Setr.o de mil quinhentos vinte e trez, e de vinte e doiz de M.ço de mil seis centoz noventa, e quatro e de onze de Outr.° de mil, sette centoz, e quatro, tudo confirmado por S. Mg.e Reynante, por Alvarâ de vinte e dous de Outubro de mil sette centos, e onze, asignado por sua mão Real, q. todos aprezentou, e leo aos quaes nao podem derogar az ordeñs acusadas por serem do Cons.• Ultr.', expecialm.te aposterior de primr.o de M.ço de mil, sette centos vinte e sette por se achar embargada de obrreticia, e sobrreticia, e por não ter jurisdição o conselho p.a em materia de previlegioz resolver sem consulta e menos derogar os concedidoz pelo dito Sñr. como expreçamente declara a Ley de mil settecentoz e treze no versicullo, porem q. logo seleo ; Nem o Regim.to das Comp.as a q. a d.a ordem se refere no paragrapho novederoga os previlegioz dos ditos moedeiros por não fallar expressam.e delles como era necessr.o na forma da Ley e ordeñs do dito Snr, passadas sobre esta materia e m.to principalm.te porque o dito regim.o he do anno de mil seis centos, e quarenta, e por m.tas vezes depois delle foraõ confirmados os ditos previleg.os pelos Snr.es Reys sucessorez Do Snr. Dom Joao o Quarto q. o estabalecèo : E expreçame o declarou asim a Snr.a Raynha de Gran Bretanha Infanta de Portugal, Regente deste Reyno por carta de nove de Setr.o de mil, sette centos, e quatro asignada de sua mao Real ordenando nella ao Gov.' desta cap.nia naõ obrigace a servir nas comp.as das Ordenançaz aos moedeiros, nem aos familiares, e cavalr.os das ordeños antes lhe fizece guardar os seos previllegios, e q.e số havendo occaziaõ de guerra, ou algum accidente repentino os poderia mandar chamar para asestirem junto a sua pessoa, e por estes fundamentos soliduz, e indubitaveiz, nunca nesta Cid.e forao obrigados os ditos moedeiros a passar mostras, nem a exercicios mellitr.es, nem andarem listadoz no regim.o dos previligiados como a todos he notorio. E por esta mesma razaõ nao ficarað comprehendidos no Bando de oito de Julho passado, nem ainda no outro q. se lhe seguio por falarem somente nas pessoas Listadas no dito regim.', e nem huma palavra noz moedeiros. E não se deve estranhar ao Prov.' da moeda, o passar mostra aos officiaes moedeiros, seos filhos e familiares dentro da Caza da Moeda no ultimo do mes passado por proceder a ella por avizo q. para hisso lhe fizera elle conservador, e superintendente em vinte e nove do mesmo mes de que dera parte ao Governo em hum Precatr.', e carta no mesmo dia vinte e nove, e lhe encarregara aquella delig.a nao para se fazer damno a pessoa alguã, e menos Levantam.', ou sublevaçaõ mas sim p.a estarem promptos, e armados, p.a asestirem a pessoa q.e Governa as Armas em qualq.' occaziaõ de conflito que se offereça, ajustado as ordeñs de sinco de Junho de mil quatro centoz, vinte, e oito, e de sette do dito de mil quatro, centos, trinta, e hû, e de quinze de Novr." de mil, quatro centos, sincoenta, e hû, q. expreçam.e ordenaõ, e declaraõ q. ao Prov. da moeda pertence passar mostra huã vez cada anno aos off.es e moedeiros, sem q. nella se possa intrometer nenhû outro official de Guerra, ou Justiça, cujas ordeñs se achao confirmadaz pelos outros Alvaras jâ refferidos, e da dita mostra, e forma com q. se passou remetera ao Governo rellaçao em carta do primr.o do corr.e em q. hia copiada a carta, porque como superintendente da mesma Caza o encarregara por serviço do dito Senhor ao dito Prov.r della de q. bem se infere a permissaõ do mesmo Governo p.a a tal mostra pela nað encontrar participandocelhe anticipadam.e ainda q. mais por urbanidade que por obrigaçao. E por todos os principios refferidos se devem inteiram.te guardar os previlegios concedidos aos ditos moedr.os na forma que S. Mg.e ordena, e nesta observancia he que se respeita a autoridade Real, porque entað se concidera mais respeitada quando se vem mais obedecidas as suas ordeñs soberanas. E ponderandoce por todos esta materia, disse Logo o Illm.° S. Bispo. Que ouvidos os previlegios que se expozeraõ dos moedeiros pelas Provizoenz asignadas pelas Reaez maõs, e as ordeñs do Cons.° Ultr.o que parece as revogaõ naõ tinha a junta jurizdiçaõ p.a descedir a questaõ se os d.os previlegios estam ou nao revogadoz, e que asim lhe parecia se esperace a rezoluçao de S. Mg.e, e entretanto se buscasse hum meyo, com o qual, nem se projudicasse aos ditos previlegios, nem a autorid.e do G. e que este podia ser o permetirce q. os ditos moedeiros pasasê, moztra em corpo a parte separados do regim.o da nobreza o q. nạo prejudicava ao Bando, que se tinha Lançado, porq.e nelle se nao tinhaõ expressado os mesmoz moedeiros. Com q. se conformara) os Mestres de Campo, e votarað. Que como os moedeiros vinhaõ ao acto da mostra no dia em q. eraõ comvocados, se lhes permitisse viessem juntos cobertos por hum Capp.m tambem moedeiro fazendo comp.a separada como ein Lx.a que se seguisse ao regim.o dos preveligiadoz, e q. desta sorte lhes concedece passacem a dita sua mostra sem embargo da ordem do Conselho de sette centoz vinte e sette, e as outras, e fizecem as mais funçoens emquanto S. Mg.e naõ determinace sobre os seos previllegios o que foce servido, porque nesta forma ficava, satisfeita a ordem do Governo, e com alguã moderaçam, a do Conselho por nað ser firmada pela mao Real q.e hé o q. se pertendia, ainda que os professores de direyto contra a sua openiaõ afirmarað. E como todos comvieraõ na modeficaçaõ que se devia dar ao parecer do d.to Goverdador, ainda q.e sempre protestou pelo q. tinha, alegado se sugeitou por agora aos sobreditoz vottos, por reconhecer se naõ seguia prejuizo irreparavel ao serviço de S. Mg.e na demora q.e podia hauer emquanto nao chegava adecizaõ desta materia tao altercada, e se evitava algum prejuizo que receberia a Caza da Moeda de se proceder contra algum de seos officiaes : E

pelo q. toca aos familliares lhe propos o dito Gover.' a instancia do Juis do Fisco e a resposta que lhe deo, seguintez. S.Mg.e que Deos g.e foi seruido ordenar ao Governo desta Capp.nia pela carta incluza do Secretr.o de Estado de vinte oito de Janr.° de mil sette centoz e trinta, q. naõ obrigace os famaliares do Sancto officio desta Capp.nia aos exercicios melitares pelo que em cumprim.to da dita carta, e ordem requeiro pela parte do d.to Sñr. a V. S. e da minha lhe pesso m.to de merce como conservador dos previlegios dos ditos Familliares, q. os naõ constranja naquelles exercicioz, como tambem aos officiaes do Fisco a quem os mesmos previlegios comprehendem. Deos g.de a V.S. Rio des de Agosto de mil sette centos, trinta e sinco «Sñr. Brigad.° Govern.or do Rio de Janr.'» Roberto car Ribeyro » Como pela carta de vinte e oito de Jan.° de mil, sette centos, e trinta ordena S. Mg.eq, os Familiares desta cidade, logrem os mesmos previlegios dos da Corte, moderando nesta parte a ordem que pelo seo conselho ultr.° setinha mandado p.a que se desfizece a sua comp.a e a dos moedeiros, e eu tenha mandado no meo desp.° de onze deste, venhao na mesma forma unidos como costumaõ sahir os de Lx.a, tendo mandado S. Mg.e por rezoluçaõ de dezasette de Abril de mil sette centos vinte, e cinco q.e seagreguem ao regim.o da nobreza, e prevelegiadoz, e em carta do prim. de Abril de mil sette centoz vinte, e nove, recomenda naõ consinta que os Familiares excedam os seos previlegioz como agora querem, e na ultima de outo de Fevr.o de mil, sette centoz e trinta aviza o mesmo Secret.o da parte de Sua Mg.e, naõ deixe abuzar aos ditos familiares da sua izençaõ, porq. a Real intençaõ do dito Sär. he para que nao haja abuzos nos ditos previlegios, como pertendem : por todas estas razoeñz devem estes vir em occasia) tam perciza como tenho mandado por me conformar em tudo com as ordeñz do mezmo Sñr, e convenho em q.e seja em comp.a separada q.e he em tudo conforme aos da Corte e quando sem embargo de tudo se achem gravadoz, obedecendo agora recorreraõ de S. Mg.ep.a determinar que for seruido. Deos gie a V. M. Rio doze de Agosto de mil sette centos, trinta, e sinco «Joze da Silva Paes» Senhor Dez.or Roberto car Ribeyro». Em cuja resposta comuieraõ poiz senao faltava as ordeñs de S. Mg.e, nem ao fim que se pertendia ; e de como asim seasentou mandou o dito Governador fazer este termo q. asignarað. Rio de Janeiro doze de Agosto de mil sette centos, trinta sinco. E eu Joze Ferreira da Fonte Secretr. do Governo o sobscrevi.Bispo do Rio de Janr.'Joseph da Silua Paes.-M.el de Freitas da Fonca.Mathias Coelho de Souza.

Assigno com o protesto de q. este assento nao prejudique aos privilegios dos Moedr.os como seu conservador.-- Agostinho Pacheco Tellez.-O Procur.or da Cor.a e Faz.da q. fui prez.te. -Sebastiao Dias da Sylva, e Caldas.

Junta Sobre o 2.o Socorro p.' a Colonia

Sendo convocados a esta caza, em que rezide o Brigadr.° Joze da Silva Paes, a cujo cargo estâ o Governo do Rio de Janr.o, e suas Cap.nias, os Mestres de Campo dos Terços da guarniçaõ desta Praça Manoel de Freitas da Fonseca, e Mathias Coelho de Souza, e os Then.tes gn.es Manoel de Mello de Castro, e Pedro Vas Guedes, e sendo todos prez.les lhe dice o d.• Brigadr.o Gou.r lhe era precizo ponderar em Junta o como devia hir este segundo socorro da gente que tinha chegado da Bahia, e se esperava de Penambuco em huâ Nau armada em guera, que por todos faziaõ quatrocentos, e sincoenta homens de dezembarque, e por ter chegado a noticia em a Balandra de S. Mg.e de estar em citio a Praça da Nova Colonia por mar, e terra, cujo avizo sahio daquelle porte a quinze do mez passado, e sem emb.o da justa ponderaçao, q.e se fez, de que encontrandose o pr.o socorro, q. daqui mandou p.a a mesma Praça, e sahio no mesmo dia quinze do passado, com as Naus do registo, e lanxas dos inimigos teriamos a gloria de os superar pellas ventagens, q,e levava, com tudo como dos incidentes da guerra nao podemos assinar o fim dos successos della, me pareceo devia hir este segundo soccorro nað menos vigorozo q.e o pr.', e com mais alguâ percauçaõ suposta a declaraçaõ da guerra, e a incerteza do pr.° successo ; a vista do que : lhes propoz que pellas noticias da Bahia nao chegaria o socorro de Nau, e gente, q.e se esperava de Pernamb.o, e a experiencia assim o mostrava, pois naõ tinha vindo, e que lhe parecia a elle d.o Gov. era precizo repetir o socorro, e q. nað fosse inferior ao primr.o; que as Naus, q.e podia por promptas, e capazes para esta expediçaõ, era o Leaõ dourado de trinta pessas, e a que tinha vindo da Bahia Bom Jezus da confiança de dezoito, e q.e só estas duas naõ bastava), q. se achava a Nau da contrato de Macau, porem estâ de taõ mâ qualid.e p.a esta funçaõ q. mais serveria de embaraço, q.e de utillid,e por ser muy pregona, e demandar de m.ta agua p.a nadar, de ser muy ronseira, e necessitar de hum largo conserto, em q.e estava a entrar p.a a sua viagem, q.e poderia demorarse hum mez, por cujas conciderações lhe parecia mais acertado transferir p.a embarcações ligeiras, e armadas em guerra, o serviço, q. aquella podia fazer, em que o Mestre Guilherme Keli, q. tinha vindo da Colonia (e estava prez.te) como boin pratico dice era o que convinha mais, e assim tinha ajustado tres sumacas de bom lote, q.e levavaõ vinte, e sinco pessas de artelharia, em q. entraõ alguns pedreiros, e cento, e vinte soldados fora a gente da sua mareaçaõ : que nestas tres embarcações, e nas duas sobred.as se embarcasem naõ só os duzentos Infantes, q.e tinhaõ vindo da Bahia, e os sincoenta artilheiros, senaõ tambem mais cento, e vinte homens de reclutas, q. ja aqui tinha parte, e alguns pagos, e os mais, q.e esperava das minas, fazendo por todos na falta dos de Pernamb.° trezentos, e sessenta the trezentos, e sententa homens de dezembarque nas sinco embarcações. Que partisse diante a Balandra da Colonia com o seo Mestre Guilherme Kely como bom pratico, e experiente a explorar o estado, em q. se achava a Praça, e o q.e tinha soccedido ao pr.o socorro, e q. as sinco embarcações esperassem em o porto de Maldonado a ordem, e avizo, q.e lhe podia vir, da Praça pella mesma Balandra, p.a q.e o Gov.' della regulasse o q. deviaõ fazer, e como deviaõ entrar p.a assim com mais segurança poderem introduzir este segundo socorro sendo o Cap.m de mar, e guerra da pr.a Nau Cypriano de Matos hum dos mais capazes, q.e tem este porto, de se fazer confiança delle p.a esta acção, em q.e procura mais ganhar honra, q. interesse, e de quem deviam confiar poderia obrar com acordo, e determinar com acerto os incidentes, q. lhe sobreviessem ; E pedindo aos d.os M.es de Campo, e Then.tes Gn.es lhes dessem os seos pareceres nesta materia p.a seguir o que fosse mais conveniente : Todos uniformemente se conformâraõ com a idea, e parecer do d.o Brigadr.• Gov.", e ainda dicerað os M.es de Campo nao tinhaõ q. acrecentar : e de como assim se assentou mandou o d.o Brigadr.o Gov." fazer este termo, que assinârao aos trinta, e hum dias do mez de Janr.° de mil settecentos, e trinta e seis.- Joseph da Silva Paes.-M.el de Freitas da Fon.ca.-Mathias Coelho de Souza.-M. el de Mello de Castro.-P.Vas Guedes.- Jose Ferra da Fonte.

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