Pantheon maranhense: ensaios biographicos dos maranhenses illustres já fallecidos, Volume 3

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Imprensa nacional, 1874
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Página 436 - Casar assim o pensamento com o sentimento — o coração com o entendimento — a idéia com a paixão — colorir tudo isto com a imaginação, fundir tudo isto com a vida e com a natureza, purificar tudo com o sentimento da religião e da divindade, eis a Poesia — a Poesia grande e santa — a Poesia como eu a compreendo sem a poder definir, como eu a sinto sem a poder traduzir.
Página 416 - Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, De vivo luzir, São meigos infantes, gentis, engraçados Brincando a sorrir.
Página 8 - De quem mau grado, a ausência, o tempo, a morte E a incerteza cruel do meu destino, Não me posso lembrar sem ter saudades, Sem que aos meus olhos lágrimas despontem.
Página 388 - Adeus aos meus amigos do Maranhão: Tal parte o desterrado ; um dia as vagas Hão de os seus restos rejeitar na praia D'onde tão novo se partira, e onde Procura a cinza fria achar jazigo2.
Página 412 - Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas tem mais flores, Nossos bosques tem mais vida, Nossa vida mais amores.
Página 418 - Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco, Tão frouxo brilhar, Que a mim me parece que o ar lhes falece, E os olhos tão meigos, que o pranto umedece Me fazem chorar.
Página 418 - Eu amo seus olhos que choram sem causa Um pranto sem dor. Eu amo seus olhos tão negros, tão puros, De vivo fulgor; Seus olhos que exprimem tão doce harmonia, Que falam de amores com tanta poesia, Com tanto pudor.
Página 416 - Seus olhos tão negros, tão bellos, tão puros, De vivo luzir, Estrellas incertas, que as agoas dormentes Do mar vão ferir; Seus olhos tão negros, tão bellos, tão puros, Tem meiga expressão, Mais doce que a briza, — mais doce que o nauta De noite cantando, — mais doce que a frauta Quebrando a soidão.
Página 160 - E a pátria que Deus nos deu, Possamos dizer contentes: Tudo isto que vejo é meu! Meu este sol que me aclara, Minha esta brisa, estes céus: Estas praias, bosques, fontes, Eu os conheço — são meus! Mais os amo quando volte, Pois do que por fora vi, A mais querer minha terra E minha gente aprendi.
Página 452 - O invólucro de um anjo aqui descansa, Alma do céu nascida entre amargores, Como flor entre espinhos! — tu, que passas, Não perguntes quem foi. — Nuvem risonha Que um instante correu no mar da vida; Romper da aurora que não teve ocaso, Realidade no céu, na terra um sonho! Fresca rosa nas ondas da...

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