Rimas. Tom. 1, 3a ed.; 2; 3, 2a ed

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Página 8 - Em sonhos na escaldada phantasia Vi, que torvo dragão de olhos fogosos Com afiados dentes sanguinosos As tépidas entranhas me rompia: Alva nympha louçã, que parecia A mãe dos Amorinhos melindrosos, Kaivosa contra mim, c'os pés mimosos Mais o drago faminto embravecia: De marmore a meu pranto, a meu queixume,.
Página 180 - Ceos , o Amante ; Mas de marmore aos ais , de bronze ao pranto , A' suave attracção da formosura , Vós , brutos Assassinos , No peito lhe enterrais os Ímpios ferros.
Página 325 - Deucalion vasia a terra, E alto silencio derramado em tudo, A Pyrrha diz chorando: « Oh doce esposa, Oh tu, que és só, que és unica de tantas Habitantes do mundo, e que ligada Pelo amor, pelo sangue estás comigo, Agora ainda mais pelo infortunio ! Do nascente ao poente, em toda a terra Só habitamos nós, só nós vivemos: Tudo o mais pelas ondas foi tragado, E cuido que não tens inda segura Tua existência tu, nem eu a minha: Estas nuvens, que observo, inda me atterram.
Página 18 - Doces as affliccoes com que me ancêas, Se ao vêr-se de meus olhos tão distante Soltasse Analia um ai do peito amante, E o fogo antigo lhe inflammasse as vêas ! Mas é talvez o exemplo das perjuras, Outro amima talvez, em quanto eu choro, Morrendo de saudosas amarguras ; E pelo ardente excesso com que adoro, Ao clarão de medonhas conjecturas Vejo o phantasma da traicão que ignoro.
Página 13 - Sobre estas duras, cavernosas fragas, Que o marinho furor vai carcomendo, Me estão negras paixões n'alma fervendo Como fervem no pego as crespas vagas: Razão feroz, o coração me indagas, De meus erros a sombra esclarecendo, E vás nele (ai de mim !) palpando, e vendo De agudas ânsias venenosas chagas: Cego a meus males, surdo a teu reclamo, Mil...
Página 131 - Co'as victimas andemos, como é uso. Em quanto o javali na serra, em quanto O peixe nadador folgar no rio, Em quanto de tomilho a loura abelha, E de orvalho as cigarras se abastarem, Hão de permanecer por estes montes Teu nome, o teu louvor, tua saudade. Como a Ceres, e Baccho os lavradores Todos os annos te farão mil votos, E obriga-os tu, se acaso os não cumprirem.
Página 335 - Coa soberba impulsão rompendo os ares. Da ramosa amoreira os alvos frutos, Pela rubra corrente rociados, Em triste, negra cor a antiga mudam, E do sangue a raiz umedecida, Logo às amoras purpureia o sumo. De todo não perdido ainda o medo, Volta a gentil donzela ao fatal sítio Por que a não ache em falta o caro amante. Cos olhos, e co espírito o procura, Desejosa de expor-lhe o grave risco De que pode escapar.
Página 43 - A frouxidão no amor é uma ofensa, Ofensa que se eleva a grau supremo ; Paixão requer paixão ; fervor e extremo Com extremo e fervor se recompensa. Vê qual sou, vê qual és, vê que difrença! Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo, Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo ; Em sombras a razão se me condensa.
Página 56 - Oh tu, que tens no seio a eternidade, E em cujo resplendor o sol se accende, Grande, immutavel ser, de quem depende A harmonia da etherea immensidade!
Página 234 - Ave, que abhorrece o dia, Que prevê crueis azares : Amor dividira os ares De seus tormentos cercado ; Á funda estancia do Fado O voo havia abatido, E ambos tinham resolvido « Que eu fosse cm fim desgraçado.

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