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Houve um tempo em que o rio Amazonas corria para o Oeste e desaguava no Oceano Pacífico. Após separar-se da África e antes de se ligar à América do Norte, por milhões de anos a América do Sul permaneceu isolada, como uma ilha imensa. Suas plantas e animais evoluíram diferentemente dos demais continentes. Com o soerguimento dos Andes, um grande mar interior – onde viviam jacarés de 30 metros, tubarões de água doce e estranhos golfinhos – recobriu parte da Amazônia. O grande rio inverteu seu curso para o Leste, em direção ao Atlântico. Então surgiu o istmo do Panamá, ligando as Américas, e a região assistiu a uma invasão de espécies do Norte: felinos, camelos, herbívoros, roedores. E muito depois, pelo mesmo caminho, chegaram caçadores coletores e povoaram a Amazônia em levas sucessivas.
Os povos amazônicos não edificaram com rochas, nem descobriram como extrair metais; não inventaram a roda e viveram na idade da pedra lascada. Não tinham escrita. Seus vestígios estão na humanização das florestas, em marcos vivos, como os castanhais do Pará, as florestas de bambu do Acre, os cerrados na fronteira com o Suriname.
Evaristo de Miranda há 35 anos estuda e percorre a Amazônia. Seu livro convida a uma expedição, não apenas pelo território, mas pelo tempo imemorial da Amazônia. Conta etapas de uma história ainda desconhecida, com base em pesquisas científicas recentes. Como caixas de surpresas, seus capítulos descrevem parte dessa aventura natural e humana que transformou a Amazônia, bem antes da chegada dos europeus e dos ambientalistas.
 


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