O queijo e os vermes: O cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição

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Companhia das Letras, 10 de ago de 2017 - 256 páginas
Narrando a vida de um obscuro herege do século XVI, Ginzburg escreve uma história envolvente sobre a cultura popular e erudita na época da Inquisição, quando cosmogonias como as formuladas pelo moleiro Menocchio eram motivo de condenação religiosa e moral. Ao pesquisar uma seita italiana de curandeiros e bruxos, o historiador Carlo Ginzburg deparou-se com um julgamento excepcionalmente detalhado. Tratava-se do depoimento de Menocchio, um moleiro do norte da Itália, que no século XVI ousara afirmar que o mundo tinha origem na putrefação: “Tudo era um caos, isto é, terra, ar, água e fogo juntos, e de todo aquele volume em movimento se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos”. Graças ao fascínio dos inquisidores pelas crenças desse moleiro, Ginzburg encontrou farta documentação, a partir da qual pôde reconsturir a trajetória de Menocchio num texto claro e atraente, e desembocar em uma hipótese geral sobre a cultura popular da Europa pré-industrial. "O trabalho de reconstrução é brilhante, o estilo extremamente agradável e, ao fim do livro, o leitor que seguiu os passos de Carlo Ginzburg, em seu passeio através da mente labiríntica do moleiro de Friuli, abandonará com pesar a companhia dessa estranha personagem." The New York Review of Books

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Sobre o autor (2017)

Carlo Ginzburg (Turim, 1939) leciona na Universidade da Califórnia (Los Angeles) e ministrou cursos no Instituto de Estudos Avançados de Princeton e na Universidade de Bolonha. Tem livros traduzidos em quinze línguas. Dele, a Companhia das Letras publicou Os andarilhos do bem: Feitiçarias e cultos agrários nos séculos XVI e XVII (1988), Mitos, emblemas, sinais: Morfologia e história (1989), História noturna: Decifrando o sabá (1991), Olhos de madeira: Nove reflexões sobre a distância (2001), Relações de força: História, retórica, prova (2002), Nenhuma ilha é uma ilha: Quatro visões da literatura inglesa (2004), O fio e os rastros: Verdadeiro, falso, fictício (2007) e Medo, reverência, terror: Quatro ensaios de iconografia política (2014).

Informações bibliográficas