Jaguar: o rei das Américas

Capa
Metalivros, 1 de jan de 2010 - 299 páginas
1 Resenha
Este livro leva ao leitor material ilustrado (189 imagens) sobre o significado biológico e antropológico da onça-pintada (Panthera onca) no continente americano, desde o dos Estados Unidos, até a Patagônia Argentina.

O que estão dizendo - Escrever uma resenha

Comentário do usuário - Sinalizar como impróprio

Escrito por Evaristo Eduardo de Miranda e Liana John, o livro “Jaguar. O rei das Américas” reúne informações sobre a história e biologia do animal, além de enaltecer a importância cultural desse felino, o maior do continente americano e, no Brasil, é mais conhecido como onça-pintada. O jaguar é fascinante: a força bruta contida na majestade felina de seus movimentos, o olhar fixo ao espreitar a caça, a beleza de formas, o porte e força, a pele camuflada, a genética predadora perfeita. Com esse arsenal de atributos, ele estabeleceu um grande reinado panamericano, no qual se manteve por milhares de anos no topo da cadeia alimentar.
O poder do jaguar se manifesta no silêncio de espreita que precede o ataque. Como um deus, ele observa sem ser observado. E tem poder de vida e morte. É fácil entender porque o maior felino das Américas se tornou o deus-jaguar em tantas culturas, de povos desaparecidos, antigos e atuais. Astecas, maias, olmecas, toltecas edificaram templos em sua homenagem. Chavins, quéchuas e mochicas imortalizaram sua imagem em ouro, jade, pedra, procurando intermediação entre as coisas do céu e as da terra. Matis, marajoaras, mapuches, bororos criaram adornos, amuletos e utensílios sagrados com seus traços, buscando emprestar seu poder. Yanomâmis, tupinambás, assurinís e guaranis contaram e recontaram mitos a seu respeito, transmitindo às novas gerações o respeito ao sagrado.
Mas os enfrentamentos entre onças e gente também inspiraram histórias mais terrenas. E à medida que o conhecimento e as armas humanas eram aprimorados, o jaguar perdia seu espaço em altares e tronos. Mesmo nas lendas indígenas, a força e o vigor da onça-pintada são eventualmente suplantados pela esperteza da cotia, do jabuti e do próprio homem, em geral, na figura de um guerreiro fraco e jovem, porém inteligente, ou de uma mulher maliciosa.
O livro trata dessa multiplicidade cultural. Com uma boa dose de informações sobre o animal real, coloridas por histórias vividas por jesuítas e relatadas desde o Século XVI. O livro aborda desde o primeiro ancestral felino, o Proailurus, surgido há 25 milhões de anos na Europa, até um esboço do estado de conservação atual da Panthera onca, de modo a vislumbrar um pouco de seu futuro.
 

Informações bibliográficas