Parnaso Lusitano: ou, Poesias selectas dos auctores portuguezes antigos e modernos, illustradas com notas. Precedido de uma historia abreviada da lingua e poesia portugueza, Volume 6

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Página 117 - Que, largando da mãi o doce peito, Lhe estende os tenros braços, Em ternura suavissima desfeito, Que o casto amor no coração lhe entorna, Contente já de sua humilde sorte Bemdiz a Providencia. Assim, ó Sousa, na fiel balança, Onde a razão os bens e os males pesa, Se vê que, sem amor, a vida humana Seria...
Página 244 - Nisto a procela horríssona recresce, Tingem sombras do Inferno os véus da noite, Que o súbito relâmpago retalha; Braveja o mar, aos astros se remontam Serras e serras de fervente espuma; Carrancudos tufões arrebatados Dobrando a força, a raiva...
Página 115 - Nossos males adoça. O soldado animoso , que se arroja Com brio denodado a expor a vida , Em defensa da Patria ameaçada De inimigas phalanges ; Depois de haver sofrido longas marchas...
Página 234 - Depois, abominando os impios lares, Theatro de seus horridos furores, As soberbas abobadas atroa Com mil imprecações, com mil clamores; E em leve salto se arremessa aos ares, E pelos ares voa De aligeros dragões n'um carro enorme, Dadiva de Proserpina triforme. Das Gorgonas, das Furias negro bando Retorce os olhos, que arremedam brazas, A segue, e vae correndo, e vae crestando Com rubro facho ardente ao vento as azas.
Página 235 - Mecléa o nome Em perennal memoria Será do Averno a gloria , E dos Mortaes o horror. Tropel de acerbos males O Mundo assalte , e fira ; Reine, triunfe al ra, Caia , pereça Amor.
Página 239 - Ella grita, ella treme, ella descora , Os Fructos da ternura ao seio aperta , Invocando a piedade, os Ceos , o Amante ; Mas de marmore aos ais , de bronze ao pranto , A' suave attracção da formosura , Vós , brutos Assassinos , No peito lhe enterrais os impios ferros.
Página 62 - IV. As agitadas ondas se separam Da terra, que cobriam, E no vasto oceano se abrigaram : As fructiferas arvores nasciam : De pennas se vestiam As animadas aves ; e de vida Animaes de grandeza desmedida.
Página 238 - Os fructos da ternura ao seio aperta, Invocando a piedade• os céos, o amante; Mas de marmore aos ais, de bronze ao pranto, Á suave attracção da formosura, Vós, brui-utt assassino», No peito lhe enterraes os impios ferros. Cáe nas sombras da morte A victima d...
Página 248 - Solaçam de pezar nos vitreos lares. Um marmoreo padrão se erige em breve...
Página 226 - Fere n,alma a tarda Nize; Sobre as azas da vontade Voará ao sen pastor.