Eça de Queiroz: obras completas

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Viseu, 29 de mai. de 2020 - 5790 páginas
Considerados os dois maiores escritores em língua portuguesa do século XIX, Eça de Queiroz notabilizou-se pela originalidade e riqueza do seu estilo e linguagem, o realismo descritivo; e pela crítica social constantes nos seus romances.
Neste Box reunimos toda sua obra incluindo as obras primas "O crime do Padre Amaro", "O primo Basílio" e "Os Maias".
Obras

O mistério da estrada de Sintra
O crime do Padre Amaro
A tragédia da rua das flores
O Primo Basílio
O Mandarim
A relíquia
Os Maias
Uma campanha alegre
A correspondência de Fradique Mendes
A ilustre casa de Ramires
A cidade e as serras
Contos
Prosas Bárbaras
Cartas de Inglaterra
Ecos de Paris
Bilhetes de Paris
Cartas familiares de Paris
Notas contemporâneas
Últimas páginas
A Capital
Alves & Companhia
O conde de Abranhos
O Egito
Cartas inéditas de Fradique Mendes e mais páginas esquecidas

 

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Sobre o autor (2020)

Eça de Queirós (1845-1900) foi um escritor português. "O Crime do Padre Amaro" foi o seu primeiro grande trabalho, um marco inicial do Realismo em Portugal. Foi considerado o melhor romance realista português do século XIX. Foi o único romancista português que conquistou fama internacional nessa época. Foi duramente contestado por suas críticas ao clero e à própria pátria. A crítica social unida à análise psicológica aparece nos livros O Primo Basílio, O Mandarim, A Relíquia e Os Maias. INFÂNCIA E FORMAÇÃO José Maria Eça de Queirós nasceu no dia 25 de novembro, na cidade de Póvoa de Varzim, Portugal. Seus pais, o brasileiro José Maria Teixeira de Queirós e a portuguesa Carolina Augusta Pereira de Eça, casaram-se quatro anos após seu nascimento. Esse fato fez com que ocultassem o filho por muito tempo. Eça passou sua infância e adolescência longe da família, sendo criado pelos avós paternos. Foi interno no Colégio da cidade do Porto. Em 1861 ingressou no curso de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1866. Nessa época, manteve contato com os movimentos estudantis liderados por Antero de Quental e Teófilo Braga. Depois de formado, foi para Lisboa residir com os pais. Exerceu por algum tempo a advocacia. CARREIRA LITERÁRIA Eça de Queirós iniciou sua carreira literária em 1867, com "Notas Marginais" - folhetins publicados na "Gazeta de Portugal" (postumamente reunidos em Prosas Bárbaras) Nesse mesmo ano dirigiu na cidade de Évora o jornal de oposição "Distrito de Évora". Em 1869, como jornalista, assistiu a inauguração do Canal de Suez, no Egito, que resultou na obra O Egito, publicada postumamente. Depois, instalou-se em Leiria, como administrador do Conselho. Em 1871, Eça de Queirós participou do grupo "Cenáculos", formado por antigos estudantes que decidiram realizar uma série de conferências públicas, para divulgar as novas ideias sobre arte, religião, filosofia e política. Nas "Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense", Eça de Queirós profere a palestra "O Realismo Como Nova Expressão de Arte". Junto com o escritor Ramalho Ortigão, publicou em folhetins a novela policial O Mistério da Estrada de Sintra. Ainda em 1971, Eça e Ortigão criam os fascículos mensais "As Farpas", onde publicavam críticas ferinas, mas sempre bem humoradas, sobre a realidade portuguesa de seu tempo, como os seus costumes, instituições, partidos políticos e problemas. CARREIRA DIPLOMÁTICA E LITERÁRIA Em 1872, Eça de Queirós ingressa na carreira diplomática, é nomeado cônsul em Havana, Em 1874 é transferido para o consulado de Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra. Em 1875 publica O Crime do Padre Amaro, inspirado na época em que esteve em Leiria. O romance representou o marco inicial do Realismo em Portugal, nele, Eça faz uma crítica violenta da vida social portuguesa, denuncia a corrução do clero e a hipocrisia dos valores burgueses. Em 1878, Eça de Queirós é transferido para o consulado de Bristol, também na Inglaterra. Nesse mesmo ano, publica O Primo Basílio, em que coloca como tema o adultério, focalizando a decadência da família burguesa de seu tempo. A crítica social unida à análise psicológica aparece também no romance Mandarim. Em 1885 visita, em Paris, o escritor francês Émile Zola. Casa-se, em 1886, com 40 anos, com Emília de Castro Pamplona Resende, jovem de família aristocrática. O casal teve dois filhos. Em 1888 foi nomeado cônsul em Paris, ano que publica Os Maias, iniciando uma nova fase em sua carreira literária, quando o autor abstrai-se da sátira contundente e da ironia caricatural da família ou da sociedade burguesa, para conduzir-se a uma trilha construtiva. Eça de Queirós faleceu em Neuilly-sur-Siene, França, no dia 16 de agosto de 1900.

Informações bibliográficas