Revista trimensal do Instituto Historico e Geographico Brazileiro, Volume 53;Volumes 81-82

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Laemmert & C., 1890
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Página 112 - Não permitiu o céu que alguns influxos que devi às águas do Mondego se prosperassem por muito tempo: e destinado a buscar a pátria, que, por espaço de cinco anos, havia deixado, aqui, entre a grossaria dos seus génios, que menos pudera eu fazer que entregar-me ao ócio, e sepultar-me na ignorância!
Página 62 - Este é o rio, a montanha é esta Estes os troncos, estes os rochedos; São estes inda os mesmos arvoredos; Esta é a mesma rústica floresta. Tudo cheio de horror se manifesta, Rio, montanha, troncos e penedos; Que de amor nos suavíssimos enredos Foi Cena alegre, e urna é já funesta. Oh quão lembrado estou de haver subido...
Página 78 - Tomou logo render-me; ele declara Contra o meu coração guerra tão rara, Que não me foi bastante a fortaleza. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano, A que dava ocasião minha brandura, Nunca pude fugir ao cego engano...
Página 75 - LXXV Clara fonte, teu passo lisonjeiro Pára, e ouve-me agora um breve instante; Que em paga da piedade o peito amante Te será no teu curso companheiro. Eu o primeiro fui, fui o primeiro, Que nos braços da Ninfa mais constante Pude ver da fortuna a face errante Jazer por glória de um triunfo inteiro. Dura mão, inflexível crueldade Divide o laço, com que a glória, a dita Atara o gosto ao carro da vaidade: E para sempre a dor ter n'alma escrita, De um breve bem nasce imortal saudade.
Página 62 - Nize? Nize? onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma, que por ti suspira; Se quanto a vista se dilata, e gira, Tanto mais de encontrar-te desespera! Ah se ao menos teu nome ouvir pudera Entre esta aura suave, que respira! Nize, cuido que diz ; mas é mentira. Nize, cuidei que ouvia; e tal não era. Grutas, troncos, penhascos da espessura, Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde, Mostrai, mostrai-me a sua formosura.
Página 65 - Não se passa, meu bem, na noite, e dia Uma hora só, que a mísera lembrança Te não tenha presente na mudança, Que fez, para meu mal, minha alegria. Mil imagens debuxa a fantasia, Com que mais me atormenta e mais me cansa: Pois se tão longe estou de uma esperança, Que alívio pode dar-me esta porfia!
Página 78 - Destes penhascos fez a natureza O berço, em que nasci! oh quem cuidara, Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!
Página 62 - Ah se ao menos teu nome ouvir pudera Entre esta aura suave, que respira! Nize, cuido que diz; mas é mentira. Nize, cuidei que ouvia; e tal não era. Grutas, troncos, penhascos da espessura, Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde, Mostrai, mostrai-me a sua formosura. Nem ao menos o eco me responde ! Ah como é certa a minha desventura! Nize? Nize? onde estás? aonde? aonde?
Página 317 - Por outra parte, sou por ora de parecer que o annuncio do Observador não foi senão um improviso do seu redactor, que é um italiano de nome Badaró, que em 1828 para aqui mandou o deputado dr. Costa Carvalho e entrou nesta cidade com o titulo de grande medico; mas esse credito em breve tempo desappareceu.
Página 61 - Árvores aqui vi tão florescentes, Que faziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Eu me engano: a região esta não era: Mas que venho a estranhar, se estão presentes Meus males, com que tudo degenera!

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