Quem escreveu a Bíblia?: Por que os autores da Bíblia não são quem pensamos que são

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Agir Editora, 11 de jun de 2014 - 288 páginas
"Apesar de os conflitos e debates entre as diferentes comunidades religiosas dos primeiros séculos e entre os primeiros cristãos não serem o ponto principal do livro de Ehrman, eles trazem uma reflexão de fato valiosa." - Publishers WeeklyEntre os estudiosos da Bíblia, é muito comum a crença de que na Antiguidade era aceitável escrever um texto usando o nome de outra pessoa. Mas o consagrado autor Bart D. Ehrman prefere dar a isso o seu verdadeiro nome: falsificação literária, uma prática, ao contrário do que afirmam, tão condenada nos tempos antigos quanto hoje. Em Quem escreveu a Bíblia?, Ehrman nos traz o resultado de suas recentes pesquisas, que mostram como a falsificação era usada na Antiguidade com o objetivo de estabelecer a Igreja e rebater os ataques à fé. O autor defende e apresenta argumentos de que alguns livros do Novo Testamento são, na verdade, fraudes. Mas, se alguns livros da Bíblia não foram escritos por aqueles que acompanhavam Jesus — e sim por pessoas que nasceram décadas depois, com diferentes propósitos envolvendo comunidades rivais —, como isso afeta a autoridade das Escrituras?Sempre baseando seus argumentos em documentos e nas descobertas feitas pelos mais confiáveis estudos sobre religião, história e arqueologia, Ehrman demonstra a ironia na busca da tradição cristã por fraudes com o objetivo de estabelecer verdades. A obra nos faz pensar nos fatores que levaram à escolha final de que livros entrariam na Bíblia, quais entre eles são falsos, os motivos que levariam alguém a se passar por Pedro, Mateus ou Paulo, e o impacto que tudo isso teve no cristianismo como conhecemos hoje.
 

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A Bíblia contém livros falsificados, ou seja, livros escritos por pessoas que não são quem alegam ser. Também contém adulterações. Isso é o que a maioria dos especialistas pensa a respeito desse assunto.
2 Tessalonicenses, Efésios, Colossenses, Tito, 1 e 2 Timóteo não foram epístolas escritas por Paulo.
1, 2 e 3 João e o Apocalipse não foram escritos por João.
1 e 2 Pedro não foram escritos por Pedro.
Os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João não foram escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Foram atribuições erradas feitas no final do século II.
p. 122 “Algumas vezes, acho um pouco estranho que, quando alguns estudiosos se referem a livros com falsas alegações de autoria fora do Novo Testamento, não têm pudores em chamá-los de ‘falsificações’, mas quando se referem a livros assim dentro do Novo Testamento, os chamam de ‘pseudoepigráficos’. Talvez seja melhor usar o termo técnico mais antisséptico para lidar com a Bíblia? Ou talvez, em vez disso, seja melhor falar com clareza. Estamos lidando com o mesmo fenômeno, seja um livro incluído no cânone ou não.
Neste capítulo, vou abordar as formas pelas quais alguns estudiosos tentaram contornar o problema de o Novo Testamento conter falsificações. Algumas vezes o fazem com explicações que se tornaram muito comuns e disseminadas a ponto de parecer senso comum para algumas pessoas. Entre outras coisas, costuma-se dizer que a prática de fazer falsas alegações de autoria era aceitável em escolas filosóficas da Antiguidade, de modo que era desculpável para um seguidor de Pedro ou Paulo. Ou afirma-se que epístolas supostamente pseudoepigráficas podem ser explicadas imaginando que Pedro ou Paulo usaram secretários para produzir esses escritos. Como veremos, há muito poucas evidências que sustentem qualquer desses ponto de vista.”
 

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Sobre o autor (2014)

BART D. EHRMAN é autor de mais de vinte livros, incluindo os best-sellers do New York Times O que Jesus disse? O que Jesus não disse?, O problema com Deus, Jesus existiu ou não? e Quem escreveu a Bíblia?. É professor de estudos da religião da Universidade da Carolina do Norte e uma autoridade nas pesquisas sobre a Bíblia e Jesus. Já foi destaque da revista Time e participou de programas da NBC, da CNN e do History Channel.

Informações bibliográficas