Revolucionário e gay: a extraordinária vida de Herbert Daniel – pioneiro na luta pela democracia, diversidade e inclusão

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Civilização Brasileira, 6 de ago de 2018 - 378 páginas
Uma vida dedicada à luta por um país mais igualitário e digno para todas as pessoas Herbert Daniel foi um importante personagem na luta pela democracia. Na juventude, em meados de 1960, integrou grupos políticos de esquerda, como o Polop, Colina, VAR-P e a VPR, da qual foi um dos líderes, ao lado do comandante Carlos Lamarca. Mas a atuação revolucionária no campo político, contrastava com a repressão de sua homossexualidade, que sentia como um "exílio interno", como descreveu depois. Apenas em seu segundo exílio, na Europa, na década de 1970, foi capaz de assumir o relacionamento com o homem que se tornaria seu companheiro e o amor de sua vida, Cláudio Mesquita. Um dos últimos brasileiros a serem anistiados, ao retornar ao Brasil em 1981, engajou-se na política eleitoral e no ativismo em defesa do meio ambiente e dos direitos das mulheres, dos homossexuais e da população negra e indígena. Foi ele também um dos responsáveis por articular em todo o país o movimento pela garantia dos direitos de pessoas que vivem com HIV/aids – ação que lhe deu reconhecimento internacional. Faleceu em decorrência de complicações causadas pela aids, em 1992. Herbert Daniel aparece como uma ponte vital que liga antigos revolucionários e novos ativistas de movimentos sociais. Neste livro, o historiador James N. Green apresenta a vida dessa extraordinária e incansável figura, que se dedicou a tornar o mundo melhor e mais digno para todos. Ao mesmo tempo, o autor oferece detalhes sobre como os grupos revolucionários contra o regime militar se articulavam, como era a vida durante a ditadura – no Brasil e no exterior – e como se deu e o que estava em jogo nos processos de anistia e abertura democrática.

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Sobre o autor (2018)

James N. Green (Baltimore/EUA, 1951) é professor de História Latino-Americana na Brown University, é ativista de causas políticas e LGBT. Foi diretor do Center for Latin American and Caribbean Studies da Brown University, presidente da Brazilian Studies Association (Brasa) e presidente do New England Council on Latin American Studies (Neclas). Viveu no Brasil entre 1976 e 1982, época em que participou de diversas organizações políticas e identitárias, como o Grupo Somos de Afirmação Homossexual (Somos), do qual foi um dos fundadores. Atualmente é diretor da Brown's Brazil Initiative e do Opening the Archives Project, e diretor executivo da Brazilian Studies Association. Este é seu primeiro livro pela Civilização Brasileira.

Informações bibliográficas