O emblema vermelho da coragem

Capa
Penguin-Companhia, 29 de nov de 2010 - 216 páginas
Um dos primeiros clássicos modernos da literatura norte-americana, O emblema vermelho da coragem foi também pioneiro ao retratar de maneira realista a Guerra Civil americana, do ponto de vista de um soldado jovem e inexperiente. Essa chave serve para situar o leitor no conflito em pé de igualdade com o protagonista, e conforme ele vai desvendando a incipiente máquina de guerra da União somos transportados a campos de batalha e lutas sangrentas, numa prosa rica e vibrante. O livro trata da história de Henry Fleming, um jovem que se alista no exército sonhando com grandes feitos e atos de coragem. Nas fileiras de combate, a história é outra, e Henry acaba fugindo do inimigo durante seu batismo de fogo. Esse momento de covardia lança Henry num espiral de autocomiseração e dúvida, conforme ele apela à sorte e ao instinto para sobreviver ao pesadelo da guerra. Imortalizado no cinema por John Huston em A glória de um covarde - cujos bastidores a jornalista Lilian Ross investigaria no magistral Filme, livro-reportagem publicado pela Companhia das Letras -, O emblema vermelho da coragem alçou seu autor ao cânone da literatura de guerra e o consagrou entre os maiores escritores norte-americanos. Esta edição inclui prefácio de Gary Scharnhorst, especialista na obra de Crane, e uma apresentação de Joseph Conrad, seu grande amigo e admirador.

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Sobre o autor (2010)

Nasceu em 1871 em Newark, Nova Jersey. Caçula de uma família de catorze filhos, seu pai era um importante pastor metodista; e sua mãe, filha de bispo metodista, uma destacada militante da igreja. Depois de frequentar brevemente o Lafayette College e a Syracuse University, Crane passou a trabalhar na agência de notícias do irmão, em Nova Jersey, e, ao mesmo tempo que atuava como jornalista freelance, ingressou na boêmia da baixa Manhattan. Seu primeiro romance, Maggie: A Girl of the Streets [Maggie: uma garota das ruas] (1893), não teve sucesso comercial, mas foi recebido com entusiasmo por Hamlin Garland e William Dean Howells, que estimularam sua carreira literária. Com o romance seguinte, O emblema vermelho da coragem (1895), ele conheceu instantaneamente a fama internacional. Jornalista, fez reportagens no Oeste americano, no México, na Grécia e em Cuba, assim como em Nova York, tendo transformado várias de suas experiências em ficção. Os contos que escreveu depois da composição de O emblema vermelho da coragem figuram entre as melhores narrativas breves da literatura americana. Em 1899, fixou-se na Inglaterra com a companheira Cora. O ritmo de trabalho implacável que adotou para pagar dívidas agravou sua tuberculose. Crane morreu em um sanatório alemão em junho de 1900.

Informações bibliográficas