Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à constituição de 1988

Capa
Boitempo Editorial, 2004 - 404 páginas
Doutora em História Social, Beatriz Kushnir lança pela Boitempo, nos 40 anos do golpe de 1964, um livro nascido de intensa pesquisa sobre um dos aspectos fundamentais do regime militar - sua relação com os órgãos de imprensa, da censura à colaboração. A pesquisadora explora a formação, as bases jurídicas e as diretrizes que orientavam o trabalho da censura, baseando-se em extensa pesquisa documental além de entrevistas, inclusive com onze censores - aspecto inédito - cujo trabalho era 'filtrar', na imprensa e nas artes, o que incomodasse o regime não só no campo político, como também na cultura e até no campo da moral. Outro foco do trabalho é a cumplicidade da imprensa, especialmente da Folha da Tarde - veículo onde trabalhavam vários militantes de esquerda até a época em que o jornal ficou conhecido como Diário Oficial da Oban (Operação Bandeirantes) - com o regime militar e seu aparelho repressivo - os diretores do jornal eram ao mesmo tempo funcionários da polícia, reconhecidamente. Eles mesmos confirmam em entrevistas. O livro toca num tema delicado, e indiretamente critica historiadores de renome que fazem a história da imprensa 'esquecendo' o caso da FT. 'Cães de guarda' explora os limites entre a censura, a auto-censura dos jornalistas e a complicada convivência entre governo e imprensa durante a ditadura militar.

O que estão dizendo - Escrever uma resenha

Não encontramos nenhuma resenha nos lugares comuns.

Outras edições - Visualizar todos

Informações bibliográficas