Gêmeos . virtuais

Capa
Komedi, 2008 - 127 páginas
1 Resenha
A obra é um convite para que se perceba como os sentimentos interagem e são influenciados pelo ambiente da atual sociedade. Em caráter fictício, a obra traz um questionamento que sempre existiu, desde as sociedades mais antigas - as conseqüências do uso d

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Aposto que isto pode parecer muito estranho, caso você, leitor desta resenha, não me conheça: Como Autor deste livro, gostaria de deixar aqui o ultimo texto que escrevi sobre o mesmo e publiquei em minhas redes sociais. Tenham uma ótima leitura, J.R.Daher.
8 Anos de Gêmeos.Virtuais - O 11 de Setembro e a Guerra do Iraque.
par José Raphael Daher, domingo 11 setembro 2011, 16:43
11 de Setembro, Al-Qaeda, Osama Bin Laden, Saddam Hussein, George W. Bush, a 3ª Guerra do Iraque, a "Ameaça" Norte Coreana e a Criação dos Gêmeos.Virtuais.
Venho aqui prestar minha homenagem às vitimas dos ataques realizados nesta mesma data, à 10 anos atrás. [...] Eu, como muitos, vi ao vivo o segundo avião bater contra a outra torre. Uma grande amiga minha, vivia então nas proximidades. Vi o quão perto os embaraços políticos e diplomáticos internacionais podiam estar de nós a ponto de quase nos envolver.
Demoraram 2 anos para que a Guerra no Iraque fosse declarada, demoraram também dois anos para que eu começasse a escrever. De certa maneira, devo à todos os envolvidos nessa guerra interminável de fé, política e mercado, a criação da minha primeira história. Mesmo sendo uma ficção científica, talvez ela não seja tão fantasiosa quanto as diversas declarações oficiais sobre organizações terroristas, ameaças nucleares e motivos altruístas de invadir um país. Agradeço também a todos que me deram apoio na minha empreitada de escrever e publicar um livro tão audacioso, controverso e certamente sentimental e imaturo, pois ele me abriu muitas portas. Volta e meia me pego relendo Gêmeos.Virtuais para ver se não fui exageradamente descuidado com a geopolítica e a história de fundo em troca da liberdade literária. Reflito até hoje se devia ter pesquisado mais e buscado a maior verossimilhança possível com a realidade, com as possibilidades diplomáticas e históricas de uma guerra que envolvesse principalmente os Norte Americanos, Iraquianos e Norte Coreanos... Até hoje tento me convencer que, tendo sido um escritor iniciante e amador, eu consegui dar asas à minha imaginação latente que nunca tinha tomado a forma de uma obra completa. Quantas coisas eu havia iniciado e deixado pela metade até então... Pela primeira vez eu tinha um enredo pronto, só me faltava preencher as lacunas e escrevê-lo, do início ao fim, sem esmorecer, sem perder a autoconfiança ou a auto-estima.
De certo modo, meu conto, como qualquer outro conto ou romance já escrito, não é verdadeiramente propriedade do autor, mas sim, da humanidade, pois, assim como qualquer outra obra, se baseia em fatos reais ou no que já foi escrito antes, com a única diferença de que traz uma nova roupagem, uma nova visão, uma nova interpretação. Assim como Senhor dos Anéis é uma releitura da Mitologia Nórdica e assim como Os Lusíadas são um poema épico e fantástico baseado nas viagens e nas conquistas de Vasco da Gama e seu povo. Nem de longe querendo me comparar a tão geniais mentes como Tolkien e Camões, venho apenas demonstrar que história e fantasia, ciência e ficção podem facilmente se mesclar na mente humana e a única coisa que precisamos é coragem para que ela tome corpo.
Que Deus encaminhe, proteja e abençõe as almas das vítimas dessa horrorosa tragédia e dessa guerra que lembramos hoje. Que seus filhos e familiares um dia encontrem a paz no coração e que a Luz Divina os faça homens e mulheres de uma nova geração na qual se compreenda que não há Paz enquanto cedermos ao desejo cruel de dominação, de retaliação e de poder sem medir consequências. Que a arte possa ser um dos caminhos de reflexão para todos nós. Um ótimo DOMINGO a todos. Sinceramente, J.R.Daher.
 

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