Cinema explícito: Representações Cinematográficas do Sexo

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Editora Perspectiva S.A., 1 de jun de 2016 - 320 páginas
Cinema Explícito na leitura desse título, você, leitor, terá em mãos um dos mais completos estudos em língua portuguesa sobre as representações cinematográficas do sexo, dos stag films no cinema mudo às vanguardas artísticas, das pornografias alternativas ao mainstream à estilização do sexo no cinema de autor, que politizou e escandalizou o desejo por meio de narrativas ora transgressoras e libertárias, ora confinadas em discursos normativos sobre sexo. Para tanto, são aqui revistos criticamente os conceitos de obscenidade, pornografias e erotismo em face dos seus efeitos morais (cambiáveis por censuras e tabus), estéticos e ideológicos (pelos discursos em torno da imagem do sexo e do corpo), que dinamizam diversas possibilidades de representação e questionamento. Assim, no amplo panorama descritivo e analítico o tema, Rodrigo Gerace faz perceber como as representações cinematográficas potencializaram os dilemas de cada época, provando que as imagens, das mais desfocadas às mais explícitas, são capazes de fascinar, incomodar e desestabilizar discursos, seja visualmente, por meio da cinefilia voyeurística, seja no âmbito performático e político do sexo.
 

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Sobre o autor (2016)

Cinema Explícito é o produto do doutorado de Rodrigo Gerace, pela Universidade Federal de Minas Gerais. O autor estagiou na Universidade Nova de Lisboa/Portugal e possui Mestrado em Artes Visuais, que gerou a tese "O Cinema de Lars von Trier: dogmatismo e subversão". Formado em Ciências Sociais pela UNESP, atualmente é pesquisador, crítico e professor. Segundo Gerace, o sexo no cinema é uma tendência que acaba por colocar em evidência certos pactos do conservadorismo. O espectador, acostumado ao sexo elipsado, às novelas que cortam da cena de beijo à cena do café da manhã, tendem a indisposição perante a explicitação do que antes era omitido. Se a pornografia é, por excelência, a explicitação do erotismo, é possível classificar certos filmes pelo tempo de sexo em tela? Qual é a diferença entre a produção da pornochanchada e filmes com Tatuagem (2013), Saló ou 120 Dias de Sodoma (1975) e Carne Trêmula (1997)? Eis aqui a reflexão necessária sobre a moral histórica de cada produção, e a mutação de conceitos velados.

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