Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação

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Edições Loyola, 1999 - 148 páginas
Por Rubem Alves, autor do livro: O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem. As escolas se dedicam a ensinar os saberes científicos, visto que sua ideologia científica lhes proíbe lidar com os sonhos, coisa romântica! Assombra-me a incapacidade das escolas de criar sonhos! Enquanto isto os meios de comunicação, principalmente a televisão, que conhecem melhor os caminhos dos seres humanos, vão seduzindo as pessoas com seus sonhos pequenos, frequentemente grotescos. Assombra-me a capacidade dos meios de comunicação para criar sonhos! Mas de sonhos pequenos e grotescos só pode surgir um povo de idéias pequenas e grotescas, ignorando que o essencial, na vida de um país, é a educação.

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ALVES, Rubem. Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Edições Loyola, 2007, 152p.
Rubem Alves (Boa Esperança, 15 de setembro de 1933) é um psicanalista, educador, teólogo e
escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia (Ph. D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito.
ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Edições Loyola, 2000.
ALVES, Rubem A escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. 3. ed. Campinas: Papirus, 2002.
O livro traz diversos assuntos tendo como eixo central a educação e está dividido em três partes. O autor acredita que a educação e a construção do saber podem ser lúdicas, rebatendo diversos mitos acerca do tema.
Na primeira parte o autor expõe os problemas educacionais começando com os meios de comunicação. Na segunda parte o autor coloca o habito da leitura como uma virtude e que não se deve impor a leitura, pois poderá causar uma inversão, é necessário conquistar o hábito da leitura no aluno. Já na terceira parte é visível a preocupação com o autor em responder a questão: “O que é Cientifico?”, Com isso ele mostra que o conhecimento científico limita o pensamento humano e traz que a ciência restringe-se a coisas materiais e acaba restringindo o próprio ser humano.
PAIXÃO PELA EDUCAÇÃO
Neste primeiro capitulo o autor mostra os seus objetivos e a sua paixão pela educação, ele cita também que com o tempo as coisas que acontecem serve de experiência para nós. Ele fala também que para ele existem dois tipos de ideias, que são as científicas e as sobre filosofia, mas para o autor a ciência é universal e cita obras de outros artistas que ele se inspira para fazer as suas obras.
CARTAS AOS QUE MANDAM NA EDUCAÇÃO
Sr. Roberto Marinho (I e II)
A televisão conseguiria com suas imagens, promover o que as escolas não conseguem com seus estudos, que seria a criação de ideais e projetos de vida na mente dos estudantes. Os meios de comunicação criam sonhos, e a educação das escolas brasileiras não. Os saberes científicos das escolas não conseguem mostrar o que a vida tem de bom, enquanto as imagens e sons atingem o interior do homem.
Sr. Ministro da Educação
O Autor comenta que o Sr. Paulo Renato ocupa a posição muito importante no país, por ser o ministro da educação e que a essência de um país é a sua educação. Ele traz que as escolas deveriam ensinar o conhecimento cientifico e não só a sua ideologia cientifica. O ministério da educação, não pode ser apenas um gerenciador escolar, mas que deveria estar realizando uma vocação política de criar um povo. Por mais que a ciência esteja correta, é a imagem que seduz.
AOS MESTRES COM CARINHO
Havia ocorrido num paisinho insignificante à missão de estabelecer um cardápio básico de alimentação dos súditos, tudo de acordo com as ciências da nutrição. Esse projeto alimentar veio a ser denominado em todos os restaurantes. As perturbações digestivas, vômitos e diarreias, eram perturbações teóricas. O projeto foi fracassado assim o rei mandou embora os dialéticos, então vieram aos especialistas em digestão.
DE NOVO AOS MESTRES COM CARINHO
Em ultimo capítulo da novela gastronômica o povo se queixava de azia e dos males que as comidas preparadas pelos cientistas que de nada adiantava a sua teoria. Os novos teóricos da cozinha real eram proibidos pelas regras da objetividade científica de levar em consideração os prazeres e a alegria dos que comiam. Sempre se baseando na educação o autor se refere
 

Referências a este livro

Informações bibliográficas