A Cauda Longa

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Elsevier, 2006 - 240 páginas
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Chris Anderson, editor chefe da revista 'Wired', explorou pela primeira vez o fenômeno da 'cauda longa' em um artigo que se tornou um dos mais influentes ensaios sobre negócios de nosso tempo. Usando o mundo dos filmes, dos livros e da música, mostra que a Internet deu origem a um novo universo, no qual a receita total de diversos produtos de nicho, com baixo volume de vendas, é igual à receita total de poucos produtos de grande sucesso. Por isso cunhou o termo 'cauda longa' para descrever essa situação, o qual tem sido usado pela alta gerência das empresas e pelos meios de comunicação no mundo todo. Nesse livro, Anderson mostra como chegamos a esse ponto e revela as enormes oportunidades que se originam desse fato, vislumbrando um futuro que está presente.

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Fragmentação do mercado
O livro explora o termo Cauda Longa como uma nova possibilidade de mercado.
O conceito original de Cauda Longa vem da estatística. Segundo essa ciência, “distribuições de cauda longa” acontecem quando o prolongamento de uma curva de distribuição é muito comprido em relação ao ápice da parábola.
Adaptado para esse contexto pelo físico e escritor americano Chris Anderson, afirma que, graças à Internet, a soma dos milhares de produtos de nicho que hoje não chegam às prateleiras do varejo, às estações de rádio ou às telas de cinema por causa de suas baixas vendas, serão um mercado tão grande quanto o dos hits, ou ainda maior. Para o correto entendimento dessa teoria é necessário que se conheça dois conceitos básicos do autor; os hits ou arrasa-quarteirões representam os produtos massificados em um ambiente de pouca variedade e muita quantidade, os nichos por sua vez, são formados por pequenos grupos de pessoas que possuem interesses em comum, formando assim milhares (ou até milhões, segundo Anderson) de pequenos mercados bastante segmentados.
Segundo Anderson, os nichos se tornam viáveis a partir do advento da Internet, já que a inexistência de limitação do espaço físico para exibição de produtos faz com que os mercados de nicho sejam explorados da mesma forma que o mercado de massa.
Aparentemente, o espaço destinado aos “hits” continuará a ser drasticamente reduzido. Entretanto, é impossível afirmar que este espaço desaparecerá por completo. Os lugares-comuns são fundamentais para a sociedade humana, e apesar de todas as transformações que a produção simbólica contemporânea vêm sofrendo, nada no horizonte aponta no sentido de um total e completo desaparecimento dos grandes sucessos midiáticos.
A própria Internet, que é um dos pilares tecnológicos dessas transformações, cria seus “hits” e ajuda a sustentar os “arrasa-quarteirões” surgidos na mídia mais tradicional. Apesar disso, parece bastante improvável que os meios de comunicação de massa mais tradicionais mantenham sua influência, seu prestígio e principalmente a sua importância para a publicidade nos mesmos níveis que experimentaram durante as últimas duas décadas do século passado. Os meios de comunicação de massa tradicionais deverão continuar a perder importância de maneira inversamente proporcional à crescente fragmentação dos públicos.
Por Clarisse Guedes.
 

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