Foice da lua no campo das estrelas (A)

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Ed. Loyola, 1998 - 120 páginas
1 Resenha
Quando tudo parece caminhar para o fim inexpressivo dos sepultamentos anônimos, o amor da Igreja por seus filhos se corporifica na pastoral da esperança. ESte livro reúne parte da experiência litúrgica e pastoral do autor, que se empenha pelo resgate do simbólico e do extraordinário que cercam os ritos cristãos.

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A Foice da Lua no Campo das Estrelas adquire o tom do desafio: quando tudo parece caminhar para o fim inexpressivo dos sepultamentos anônimos, o amor da Igreja por seus filhos se corporifica na ação do ministro de exéquias, qual sinal plantado à beira do túmulo dos que se despedem e ingressam na eternidade, eterna idade dos que não voltarão a morrer, para todo o sempre acolhidos no seio do Pai.
Há muito não se lê um autor tão convicto da sabedoria milenar de todo gesto da Igreja. E sua escrita nos colhe a todos de surpresa, porque resgata gestos escondidos, esquecidos, desusados, ocultados; leva-nos a sentir a alegria de pertencer à comunidade dos que foram reunidos pelo próprio Cristo.
O ritual das exéquias vai além de uma simples cerimônia de encomendação de defuntos durante o velório. Ele é um direito do cristão e um dever dos ministros da Igreja e da comunidade eclesial para com seus irmãos falecidos. O fato da maioria dos velórios serem realizados hoje nos cemitérios veio facilitar o oferecimento dessa boa obra pela Igreja, no difícil ambiente urbano de nossos dias. Com a presença cotidiana de ministros leigos de exéquias nos cemitérios, esse serviço pastoral pode ser oferecido à imensa maioria das famílias enlutadas, em qualquer cidade, ao contrário do que acontece com outros sacramentos e serviços da Igreja.
Este livro reúne parte da experiência litúrgica e pastoral do autor, apresenta o porquê e o para que das exéquias, trata do enterro de crianças, suicidas, assassinados etc. É como um manual e um livro preparatório para quem se sente chamado a participar desse ministério. Ele se empenha no resgate do simbólico, do alegórico, do poético e do extraordinário que cercam os ritos do enterro cristão, uma arca de tesouros, pouco conhecida e frequentada atém na própria Igreja.
 

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