Manoel Maria du Bocage, excerptos: seguidos de uma noticia sobre sua vida e obras, um juizo critico, apreçiacões de bellezas e defeitos, e estudos de lingua, Volume 1

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Passagens mais conhecidas

Página 98 - Da vistosa illusSo lhe foge o quadro. Ministros do Furor, tres vis Algozes, De buidos punhaes a dextra armada , Contra a bella Infeliz bramindo avanção.
Página 4 - Os membros quase nus, o aspecto honrado Por vil boca, e vil mão roto, e cuspido, Sem ver um só mortal compadecido De seu funesto, rigoroso estado: O penetrante, o bárbaro instrumento De atroz, violenta, inevitável morte Olhando já na mão do algoz cruento: Inda assim não maldiz a iníqua Sorte, Inda assim tem prazer, sossego, alento, O sábio verdadeiro, o justo, o forte.
Página 30 - Arrostar co' sacrílego gigante: Como tu, junto ao Ganges sussurrante, Da penúria cruel no horror me vejo, Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, Também carpindo estou, saudoso amante: Ludíbrio, como tu, da Sorte dura, Meu fim demando ao Céu pela certeza De que só terei paz na sepultura! Modelo meu tu és, mas... ó tristeza! Se te imito nos transes da Ventura, Não te imito nos dons da Natureza.
Página 30 - Camões, grande Camões, quão semelhante Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, Arrostar c'o sacrílego Gigante: Como tu, junto ao Ganges sussurrante, Da Penúria cruel no horror me vejo, Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, Também carpindo estou, saudoso Amante: Ludíbrio, como tu, da Sorte dura, Meu fim demando ao Céu, pela certeza, De que só terei paz na Sepultura! Modelo meu tu és, mas...
Página 129 - E do seu proprio pêso he comprimida. O salitroso humor circumfluente A possue, a rodêa, a lambe, e aperta. Assim depois que o Deos, qualquer que fosse, O grão corpo dispoz, quiz dividil-o; E membros lhe ordenou. Para que a Terra Não fosse desigual em parte alguma, Por todas a compoz na forma de orbe. Ao Mar então mandou , que se esparzisse, Que ao sopro inchasse dos forçosos Ventos, E orgulhoso abrangesse as louras prayas. A...
Página 48 - Te houvesse reprimido o Céu piedoso; Tu, que de uma terrestre divindade Memorando os encantos, e os agrados, Deliras entre as garras da saudade; O modelo serás dos desgraçados, Porque mais, é mortal, a ver não tornas Meigos olhos, por Vénus invejados.
Página 2 - Chorosos versos meus desentoados, Sem arte, sem beleza, e sem brandura, Urdidos pela mão da Desventura, Pela baça Tristeza envenenados: Vede a luz, não busqueis, desesperados. No mudo esquecimento e sepultura; Se os ditosos vos lerem sem ternura. Ler-vos-ão com ternura os desgraçados: Não vos inspire, ó versos, cobardia Da sátira mordaz o furor louco, Da...
Página 165 - Sou (me diz) o que em sombras te sepulto, Sou teu perseguidor, teu mal, teu Fado. «Corres, triste mortal, por minha conta; Mas há-de, a meu despeito, haver quem corte A série de tormentos que te afronta. «Poder vem perto, que te mude a sorte: Lá tens o teu regresso...
Página 291 - Um velho caiu na cama; Tinha um filho esculapino, que para adivinhações Campava de ter bom tino. O pulso paterno apalpa, E receitar depois vai; Diz-lhe o velho, suspirando: "Repara que sou teu pai".
Página 58 - Difere acaso da infernal tristeza Não ver terra, nem céu, nem mar, nem gente, Ser vivo, e não gozar da Natureza?

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