Poesias, Volume 4

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Página 162 - No sepulchro dos viventes. Para a casa dos assentos Caminho com pés forçados; Ali meu nome se ajunta A mil nomes desgraçados. Para o volume odioso Lançando os olhos a medo, Vejo pôr — Manuel Maria, — E logo á margem — Segredo.
Página 162 - Teve principio o meu pranto, O meu socego deu fim. Do funesto Limoeiro Já toco os tristes degraus, Por onde sobem, e descem Eguulmento os bons, e os maus.
Página 213 - Miseros páes de miseros amantes, Que une por lei do Fado Amor, ea Morte; Deixai que o mesmo tumulo os encerre. E tu, arvore, tu, que estás cubrindo Agora um só cadaver miserando, Logo dous cubrirás.
Página 207 - Á virgem pouco a pouco o medo extingue, E agora oíTrece brandamente o peito Só para que lh'o afague a mão formosa, Agora as pontas, que a real donzella De recentes boninas lhe engrinalda. Ella, em fim, que não sabe a que se atreve^.
Página 213 - Ouvindo proferir da amada o nome, O malfadado moço eis abre os olhos, Já do pezo da morte enfraquecidos; Volve-os a Thisbe, e para sempre os cerra. N'isto aquella infeliz o véo' distingue, Vê do extincto amador a nua espada.
Página 206 - Disse, e já da montanha o gado expulso Caminha á fresca praia, onde costuma A do sidonio rei mimosa filha Espairecer, folgar co'as tyrias virgens. A magestade, e amor não bem se ajustam: Jámais o mesmo peito os accommoda. Do sceptro a gravidade em fim depondo O pae, eo rei dos deuses, Jove, aquelle Que armada tem do raio a sacra dextra, E que ao minimo aceno abala o mundo, Véste fórma taurina entre as manadas Muge, e piza formoso as brandas hervas.
Página 177 - D'ella o filho de Jápeto affeiçoa, Organisa porções, e as assimelha Aos entes immortaes, que regem tudo. As outras creaturas debruçadas Olhando a terra estão; porém ao homem O Factor conferiu sublime rosto, Erguido, para o céo lhe deu que olhasse. A terra, pois, tão rude, e informe d'antes, Presentou finalmente assim mudada, As humanas, incognitas figuras. Foi a primeira edade a edade de ouro: Sem nenhum vingador, sem lei nenhuma Culto á fé, e á justiça então se dava...
Página 206 - O armentio real, que ao longe a relva No monte anda a pascer, dirige á praia. » Disse, e já da montanha o gado expulso Caminha á fresca praia, onde costuma A do sidonio rei mimosa filha Espairecer, folgar co'as tyrias virgens. A magestade, e amor não bem se ajustam: Jámais o mesmo peito os accommoda. Do sceptro a gravidade em fim depondo O pae, eo rei dos deuses, Jove, aquelle Que armada tem do raio a sacra dextra, E que ao minimo aceno abala o mundo...
Página 183 - N'esta interrogação freme o congresso: Querem todos o réo da enorme audacia, Bm vinganças ferveudo o pedem todos. Assim quando impia mão queria extincto De Roma o nome no Cesáreo sangue, Pelo terror da subita ruina Atonita ficou a especie humana, Todo o mundo tremeu de horrorisado. Augusto, então dos teus não menos grata A ternura te foi, que a Jove aquella. Depois que ao gran susurro impoz silencio Co'a mão, ea voz, emmudeceram todos.
Página 277 - Nas auras leves pelas nivens pombas, Desce á margem Laurente, onde serpêa O Numicio, de canas assombrado, Levando ao mar visinho as vitreas agoas. A linda Cytheréa ordena ao rio Que tudo o que é da morte a Enéas lave, E em silencio no mar depois esconda. As ordens o deus humido executa; Tudo quanto é mortal extráe de Enéas, E co'a pura corrente o volve puro: A parte só que é optima lhe deixa. Eis a amorosa mãe o aromatiza, Unge de oleo divino o corpo amado, Honra-lhe os labios de. ambrosia,...