Obras poeticas de Bocage ...

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Imprensa portugueza-editora, 1875
 

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Página 181 - Sobre os joelhos cáe, e aos céos erguendo O que erguer só lhe é dado, os olhos tristes, Com prantos, e mugidos lutuosos Parece que se está queixando a Jove, E que dos males seus o fim lhe implora. Elle, o collo abraçando á sacra esposa, Roga-lhe que remate a pena acerba. « Perde o temor (lhe diz) crê que incentivo Io não mais será de teus desgostos:» E o protesto formal co'a Estyge abona.
Página 196 - ... terno ouvido às preces de [ambos, Míseros pais de míseros amantes, Que une por lei do fado amor, ea [morte; Deixai que o mesmo túmulo os [encerre. E tu, árvore, tu, que estás cobrindo Agora um só cadáver miserando, Logo dois cobrirás. Sinais conserva Da tragédia que vês, e por teus frutos Difunde sempre a cor de luto e [mágoa, Monumento fatal do negro caso.
Página 226 - Contam que certa raposa, Andando muito esfaimada. Viu roxos, maduros cachos Pendentes de alta latada. De bom grado os trincaria; Mas, sem lhes poder chegar, Disse: «Estão verdes, não prestam Só cães os podem tragar.
Página 190 - Se isto vae de foz em fora, Tambem com luz diamantina Vir raiando a matutina, «Eu vi nos braços da Aurora...
Página 92 - No sepulcro dos viventes. Para a casa dos assentos Caminho com pés forçados, Ali meu nome se ajunta A mil nomes desgraçados. Para o volume odioso Lançando os olhos a medo, Vejo por : Manuel Maria, E logo à margem : Segredo.
Página 155 - STos campos nem roçados de adubio, Em rios ir correndo o leite, o nectar; E da verde azinheira estar cahindo O flavo mel em pegajosas gotas. Depois que foi Saturno exterminado Ao...
Página 170 - Attonitos os dous espaço grande, Pyrrha, primeiro emfim rompe o silencio: Da Divindade as leis cumprir não ousa; E com trémula voz perdão lhe roga; Porque teme, espalhando os ossos frios, Aos Manes maternaes fazer injúria.
Página 233 - Elle ao posto o conduz, cobre-o de ramos, Ordena-lhe que zurre, ea seus reclamos Crê, que inda os mesmos brutos, que dão provas De atroz braveza, fugirão das covas. Não era aquella trompa ainda usada Ao fragor de azinina trovoada : No ar o espantoso orneio emfim resoa, Vaga o terror, e as grutas despovoa: Tremendo, a turba agreste alonga o passo, Foge tudo, e fugindo, eis cabe no laço, Onde os espera a garra penetrante. «Então, que tal, que tal? Não sou chibante?
Página 192 - Concertam entre si que vindo a noite Haviam de iludir os pais, e os servos, De seus lares fugindo, e da cidade; Que, por não se perderem vagueando Pelo campo espaçoso, ao pé da antiga Sepultura de Nino ambos parassem, Postos à sombra de árvore frondosa.
Página 157 - Que, de ambos ajudada, espalha horrores, Vibrando as armas na sanguinea dextra. Fervem os roubos : o hospede seguro Do hospede não está, do genro o sogro, A concordia entre irmãos tambem é rara.

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