Poesias, Volume 2

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Passagens mais conhecidas

Página 39 - China, Fofa de imaginaria antiguidade, Pelo seu pingue seio Te viu com lasso pé vagar mendigo; Se a mirrada Avareza Aferrolhando os cofres prenhes...
Página 319 - O Pescador Elmano, o malfadado, Que em aziago instante a Luz primeira Viu lá nas praias, onde morre o Sado. Tu, pernicioso Amor, fatal Cegueira, Reinavas no infeliz, que em vão carpia Do claro Mandovi sobre a ribeira (1).
Página 301 - Não falles, apparece, e vae-te logo. Topámos ha tres dias o inimigo N'altura de Chaúl; travámos guerra. Sentiu do portuguez o esforço antigo; Fez-se uma preza, repartiu-se em terra Inda agora: o quinhão, que lá me deram, Este pintado cofrezinho encerra. Nas mãos um collar de ouro me pozeram Sobre aljofares mil: vi que, por bellos, Do tea collo, e t«us pulsos dignos eram.
Página 82 - N'um carcere cruel envolto em sombras; A mim, curvo, abatido Ao pezo do grilhão, da injuria ao pezo, Ente vulgar, inutil, De mil tribulações, que recompensa, Que futuro me resta? A Desesperação meus fados cinge A meu peito afanoso; \ Eis férvido tição, roubado ás Furias, Arremessa ululando; Eis... mas céos! Que visão! Que luz! Que assombro! Candida imagem leda Me...
Página 166 - Toldam-se os ares, Murcham-se as flores; Morrei, Amores, Que Tgnez morreu. «Misero esposo, Desata o pranto, Que o teu encanto Já não é teu. «Sua alma pura Nos céos se encerra; Triste da terra, Porque a perdeu. «Contra a cruenta Raiva ferina Face divina Não lhe valeu. «Tem roto o seio, Thesouro occulto, Barbaro insulto Se lhe atreveu. «De dor e espanto No carro de ouro O numen louro Desfalleceu.
Página 387 - Meigo o fallar, o coração maligno, Nunca sente o que diz; tem mel nas vozes, Mas torna-se feroz, traidor, insano Apenas se enfurece. É mentiroso, É sagaz, é cruel até brincando; Trança espessa e formosa ao ar lhe...
Página 130 - Aquelles mares, onde os Gamas viram Do rebelde, horrendissimo Gigante Os negros labios, o feroz semblante. Quer a sorte, propicia a meu desejo, Manda-me a honra, cujas aras beijo, ' . Que com fervido brio Contemple os muros da invencivel Diu, D'onde, oh Silveiras, Mascarenhas, Castros, Foi soar vossa fama além dos astros.
Página 263 - Ia aíTrontar teu nome em meu lamento, Oh mimo celestial, oh dom sagrado ! Sumido na tristeza o pensamento, Teus favores, teus bens desconhecia, . Fonte de perennal contentamento ; Estrada, que a virtude aos astros guia, Guia ao reino immortal, ditoso, e puro, Onde nunca interrompe a noute ao dia.
Página 382 - Amoras gritam) Dos olhos, e da face os mil encantos Perdeu Venus, perdendo o bello amante. Quando Adonis vivia era das Graças Venus a deusa, Venus o modelo; Toda a belleza d'ella, o riso todo Quando Adonis morreu, morreu com elle. Arvores, montes por Adonis clamam, De Venus a tristeza os rios choram, Vão por Adonis suspirando as fontes, Roxas as flores pela dor se tornam. Delira a consternada Cytheróa A girar, ea carpir de valle em valle.
Página 131 - Silveiras, Mascarenhas, Castros, Foi soar vossa fama além dos astros. Nos climas, onde mais do que na historia Vive dos Albuquerques a memoria, Nos climas onde a guerra Heroes eternisou da lysia terra, . . • : Vou vêr, se acaso a meu destino agrada Dar-me vida feliz, ou morte honrada.

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