Manaus: entre o passado e o presente, Volume 1

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Mídia Ponto Comm, 2009 - 296 páginas
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Aqui está um livro esplêndido, uma efetiva reunião de informações do mistério que é a cidade de Manaus e a sua formação urbana. É daqueles livros que podem ser definidos como simples guias e que acabam transcendendo as limitações do gênero. Em Manaus – entre o passado e o presente, o autor Durango Duarte, publicitário conhecido na Cidade, embora tenha se contentado em reunir num só volume um conjunto rico de informações históricas sobre a capital amazonense, escreveu um livro que acaba por se tornar bem mais abrangente e rico, tanto podendo ser lido como um repositório de fatos, quanto como uma explosão de indignação política. E está escrito numa linguagem tão simples, tão elegante, que não há nenhuma amargura ou ressentimento em suas páginas. Ao contrário, há ternura e carinho pela cidade que nasceu de um forte português, numa ponta de terra que vinha sendo habitada há milênios. A simplicidade do texto absorve toda a aspereza, resultando num desejo infeccioso que nos amarra ao livro até a última página. Mas é, também, uma obra de consulta, não nos esqueçamos disso, um livro de referência que vem preencher uma lacuna.

Manaus, que aparece de corpo inteiro neste livro, revela- se uma cidade de história acidentada, vítima constante de administrações públicas corruptas, incompetentes e brutais com o seu passado. Após o impulso de algumas administrações como a de Araújo Lima, ou durante a passagem de Eduardo Ribeiro pelo governo estadual, a Cidade praticamente ficou na mão de gestores que a odiavam e tudo fizeram para deixar a marca de sua perversidade administrativa. A série de informações e a junção de fotografias do passado, em justaposição às imagens do presente, indicam de forma inquestionável que a maioria dessas administrações não deixou legados, deixou feridas que cicatrizaram de forma horrível. E a cidade moderna, urbanizada, de ruas largas e avenidas monumentais, propostas por Eduardo Ribeiro, acabou melancolicamente numa enorme favela de vielas tortas, como esgoto a céu aberto, igarapés poluídos e o patrimônio arquitetônico abastardado.

No entanto, por se tratar de uma obra rica em dados e fatos, cada leitor poderá lucrar com a sua leitura. Aqueles leitores que aqui chegam para passear ou trabalhar terão neste livro uma fonte rica para se familiarizarem com a cidade que os acolhe. Para os manauenses, é a oportunidade de constatar que nossa querida cidade tem raízes culturais profundas que nem as mais abrutalhadas opções conseguiram destruir. Para os estudantes, há nestas páginas o encontro com uma história rica de exemplos. No fim, é a cidade de Manaus que surge vitoriosa.

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Sobre o autor (2009)

Iniciou o curso primário em 1970 no Colégio Marieta D’Ambrósio, cidade de Santa Maria (Rio Grande do Sul). Cinco anos depois, em 4 de fevereiro, transferiu-se com os seus pais para Manaus, onde ingressou no Colégio Militar. Permaneceu na capital amazonense até dezembro de 1978. De volta ao sul do Brasil, concluiu seus estudos no Colégio Militar de Porto Alegre, e, em seguida, ingressou no curso de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) e no curso de Matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Sua militância estudantil teve início na capital gaúcha e se estendeu até o final dos anos 80 em Manaus, cidade que o recebeu novamente em 7 de julho de 1982. Nesse mesmo ano, o então aluno da Universidade do Amazonas (UA) participou do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) como delegado eleito pelo curso de Matemática. Logo em seguida, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Atuou ainda como conselheiro universitário, diretor de entidades estudantis, fundador do Diretório Acadêmico de Engenharia (antigo “Engenhoca”), diretor do Diretório Central dos Estudantes e coordenador nacional dos estudantes de Engenharia. Dentro deste período de atividade política, também atuou no movimento pela redemocratização do País, na campanha Diretas Já! e na democratização das eleições para diretor e reitor da UA, entre outras conquistas em que participou.

Em 24 de fevereiro de 1988, o agora estudante de Jornalismo rompeu com o PCdoB e foi convidado por Omar Aziz (colega dos tempos do curso de Engenharia e atual senador do Amazonas) para trabalhar na Fundação de Apoio e Desenvolvimento Comunitário (Fundac), onde exerceu o cargo de diretor executivo. Neste mesmo ano, colaborou com a primeira campanha eleitoral de Omar para a Câmara Municipal de Manaus. E nos anos de 1989 e 1990, atuou como consultor do então prefeito Arthur Virgílio Neto.

Ainda em 1990, começou a desempenhar um trabalho embrionário de pesquisas de opinião pública, em parceria com os professores do Departamento de Estatística da UA, e, concomitantemente, desenvolveu a primeira apuração paralela ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Ressalte-se que naquela época a contagem dos votos demorava mais de vinte dias para ser finalizada. Mesmo assim, Durango antecipou o resultado da eleição de governador menos de sete dias após o pleito, projeto realizado com o jornalista Umberto Calderaro Filho, fundador da Rede Calderaro de Comunicação.

Seu trabalho de pesquisa informal continuou até a eleição de 1992, pois em 13 de julho do ano seguinte, Durango fundou a Perspectiva Tecnologia da Informação que se notabilizou por ser a única empresa de pesquisa a acertar todos os resultados eleitorais no estado do Amazonas. Além das pesquisas eleitorais, a Perspectiva também já desenvolveu mais de mil projetos de pesquisa de opinião e de mercado, com destaque para o Top of Mind, que todos os anos aponta as marcas e produtos mais presentes na mente do consumidor amazonense. Atualmente, a Perspectiva passou a utilizar a denominação “#PESQUISA365 Informações Inteligentes”.

Em 2009, Durango criou a The Voice Mídias Integradas, empresa especializada em painéis e plataformas de LED, entre outras soluções de comunicação visual e publicitária. Em Dezembro de 2014, Durango criou um blog para expor suas ideias, publicar pesquisas, acervo histórico, vídeos eleitorais, dentre outros conteúdos.

Em maio de 2015, Durango lançou seu oitavo livro intitulado “Imprensa Amazonense: Chantagem, Politicagem e Lama” que traz aos leitores, por meio da transcrição de matérias e colunas publicadas nos jornais mais importantes da cidade, assuntos que movimentaram Manaus na segunda metade do século passado. “Chantagem, Politicagem e Lama” contém algumas das principais desavenças políticas e jornalísticas ocorridas entre as décadas de 1950 e 1980.

Apaixonado pela história, especialmente as memórias sobre a capital amazonense, em 10 de agosto de 2015, o empresário fundou o Instituto Durango Duarte (IDD), uma instituição sem fins lucrativos e sem caráter político-partidário, dotado de uma unidade de informação especializada nas áreas de Ciência Política e de História contemporânea de Manaus, do Amazonas, do Brasil e dos países de língua portuguesa. Sua inauguração aconteceu dia 15 de abril de 2016.

Além de sua biblioteca, o IDD também realiza a recepção e conservação – sob uma classificação sistemática – de documentos como livros, jornais impressos, diários oficiais, revistas, fotografias, cartões-postais, cartografias, monografias, manuscritos e material audiovisual.

O Instituto Durango Duarte ainda conta com 15 totens interativos com tela touchscreen para apresentação de conteúdo audiovisual de história e um auditório com capacidade para 90 pessoas, destinado a palestras, seminários, oficinas e lançamentos de livros e projetos.

Informações bibliográficas