Tratamento endodôntico em dentes decíduos: consequências nos dentes sucessores permanentes

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1999 - 220 páginas
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O objetivo desta pesquisa foi realizar uma avaliação longitudinal dos tratamentos endodeinticos conservadores e radicais, acompanhados ou não por processos infecciosos, levando em consideração a idade do paciente na época do tratamento, o too de tratamento realizado, o tempo de proservação e os aspectos clínicos e radiogrcificos do dente decíduo tratado e do permanente intra-ósseo ou erupcionado, relacionando-os ao contralateral correspondente. Foram avaliados 32 denies decíduos (nove incisivos e 23 molares), juntamente com seus contralaterais e respectivos sucessores permanentes, e oito dentes permanentes erupcionados (quatro incisivos e quatro pré-molares), em conjunto com seus contralaterais, cujos predecessores também sofreram tratamento endodõntico, em 26 pacientes atendidos nas clinicas de Odontopediatria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com idade média de 5,6 anos. Os tratamentos foram executados em no mínimo três sessões e no máximo seis, sendo utilizado como curativo intersessões, tricresolformalina ou hidróxido de cálcio, e como substância irrigadora o hipoclorito de sódio a 1%; os canais radiculares foram instrumentados com limas Flexofile (FF), nos limites definidos pela técnica de odontometria da UFSC, e obturados com cimento de óxido de zinco e eugenol, tendo um tempo médio de acompanhamento de 24,5 meses. Dos dentes tratados, 12 tinham lesão perirradicular, sendo que 10 (83,3%) repararam e dois (6,7%) tiveram insucesso do tratamento. Dos 20 dentes que não possuíam lesão pré-operatória, 19 (95%) continuaram nesta condição, e um caso (5%), teve insucesso. 0 grau de reabsorção radicular (rizólise) dos dentes decíduos tratados endodonticamente, em relação aos contralaterais, também deciduos, foi considerado normal e equivalente em 25 casos (78,1%) e em sete (21,9%), anormal (patológica) e precoce. 0 óxido de zinco e eugenol reabsorveu normalmente, isto 6, na mesma velocidade que a reabsorção fisiológica da raiz, em oito casos (25%), de forma incompleta, em 14 (43,8%) e em 10 (31,2%), ainda não iniciou. A equivalência no desenvolvimento dos sucessores permanentes (Estágio de Nolla), entre aqueles denies deciduos tratados endodonticamente e seus contralaterais não tratados, foi considerada semelhante em 25 caws (78,1%) e diferente em sete (21,9%). Está havendo desvio na erupção dos dentes permanentes sucessores de decíduos tratados endodonticamente, em cinco casos (15,6%), enquanto que nos outros 27 (84,4%), a rota eruptiva está normal. Em 24 (75%) dos 32 dentes sucessores, a erupção se fará na época normal, porém em seis (18,7%), a mesma poderá ser precoce, e em dois denies (6,3%), com atraso. Em nenhum caso foram detectadas, radiograficamente, alterações morfológicas na coroa dos sucessores permanentes intra-ósseos. Nos oito dentes permanentes que encontram-se em oclusão, três (37,5%) apresentam hipoplasia menor do que 1,5 mm, houve erupção precoce em sete casos (87,5%), com desvio em três (37,5%), e em dois casos (25%), o óxido de zinco e eugenol não foi reabsorvido totalmente.

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