Terceira Xícara de Chá, A

Capa
Ediouro, 2007 - 343 páginas
A história de um homem que combateu o terror com escolas e livros no Afeganistão e no Paquistão. Perdido e sozinho, Mortenson foi salvo da morte pelos moradores de uma aldeia pobre nas encostas do Himalaia. Curado, voltou e iniciou uma das maiores campanhas humanitárias das últimas décadas, através da construção de escolas no Afeganistão do temido Talibã. Uma corajosa declaração de guerra às raízes do terrorismo - a pobreza e ignorância.

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Simplesmente fantástico. Tenho inveja da coragem deste homem que contribuiu e ainda contribui com as pessoas mais carentes e sem instrução do mundo, enquanto nós, nos esquecemos da vida que não seja a nossa. Gostaria sinceramente de me comunicar com este homem, mas não consegui entrar no site dele. Sem palavras. Ressalvo que sou cega, mas isso perto dos problemas que ele enfrentou não é nada. Parabéns,meu amigo.
Lígia Costa Salvador
 

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A Terceira Xícara de Chá
Um montanhista inspirado pela trágica morte de sua irmã em 1992, inicia o projeto de escalar o K2 no Paquistão, a segunda montanha mais alta do mundo. Após 78 dias de
escalada, o norte-americano Greg Mortenson se encontra exausto, abatido e emocionalmente cansado. Um homem da região se torna amigo do alquebrado homem, militar da reserva e o ajuda a se recuperar na aldeia de Korphe, nas encostas do Himalaia. Tocado pela brutal pobreza da região, decide dedicar sua vida a estabelecer escolas para meninas em zonas remotas da Ásia Central, principalmente na região paquistanesa e no vizinho Afeganistão. Vendendo tudo que tinha, começa uma das campanhas humanitárias mais notáveis de nossos dias. E o livro A terceira xícara de chá (Three Cups of Tea: One Man's to Fight Terrorism and Build Nations... at a Time, tradução de Thereza Christina Rocque da Motta, Ediouro, 352 páginas, R$ 39,90), descreve a odisséia de Mortenson perante os dez anos, que construiu escolas na região onde nasceu o Talibã e que serviu de refúgio para a Al-Qaeda, recontada pelo renomado jornalista David Oliver Relin o livro aborda a luta de um homem às raízes do terrorismo, uma “guerra” contra a pobreza e a ignorância.
Nestas remotas vilas, Greg é uma lenda viva e um herói pelo seu trabalho de construir escolas. Sendo um dos poucos estrangeiros na região, foi vítima de sequestro por militares extremistas e recebeu fatwas de mulás enfurecidos, além de ameaças de morte pelos seus compatriotas norte-americanos, mas em vez de desistir, ganhou a confiança e o respeito dos líderes islâmicos, comandantes militares, líderes tribais, entre outros. Em 2004, Mortenson já inaugurava 34 escolas, com amais de 10000 estudantes, incluindo mais de 4000 meninas. A maioria de suas escolas são as primeiras que se estabeleceram na região.
Uma história inspiradora, para muitos professores que estão em sala de aula e nem passam por dificuldades como sequestro, bombas e tiros a qualquer hora ou nossos governantes que não prezam a educação. O livro chegou a lista do New York Times e ficou como best seller por mais de 40 semanas.
O livro também traça a história das madrasas, as severas ortodoxas escolas religiosas , mas o que chama mais a atenção no livro, são os personagens que aparecem ao longo das páginas, como os anciãos tribais, o taxista que tornou-se seu guardião, entre outros.
Um livro que mostra o quão é importante a educação, substituindo armas por livros, fundamentalismo por leitura. Podemos ver aquela região tão castigada erguendo-se perante o terrorismo e guerreando com educação. Uma aventura e tanto, real e maravilhosa.
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José Lândio O. Viana
joseland@gmail.com
 

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