Sujeito de sorte: Belchior como o diabo gosta

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Editora Cajuína, 1 de mai. de 2020 - 158 páginas
O que acontece quando um filósofo escuta em profundidade a música e adentra a letra de canções populares tão queridas por gerações de adoradores de MPB? E o que acontece quando essas canções são de ninguém menos que Belchior? O encontro entre arte e pensamento é um acontecimento notável no cenário intelectual contemporâneo, quando se descobre que nem filosofia tem algo a ver com autoajuda pincelada com duvidoso saber filosófico nem a canção de Belchior tem a ver com divertimento barato. Aqui Belchior é levado a sério, tanto quanto a prática viva de uma filosofia nascente é levada a termo com a intenção de levantar véus e fazer pensar para além das aparências. Não é só o capitalismo contemporâneo que é visado em suas entranhas, mas também certas ideias recebidas que são destroçadas em sua suposição de serem "críticas", para que uma crítica ainda mais radical seja sugerida, baldeando o lugar-comum e fazendo pensar para além das opiniões assentadas. Aqui tudo é novo, sem que a novidade constitua em desapreço pelo conhecimento erudito da tradição intelectual do Ocidente. Ao contrário, é porque parte dessa tradição que o novo, em confronto com ela, pode surgir para fazer com que o leitor – sujeito de sorte – possa sacudir preconceitos e repensar posturas para além da agenda maniqueísta imposta pelas mídias, das menores às mais avultosas. Quem ler este pequeno livro até o fim, como aliás acontece com todo leitor de grandes obras, não será mais o mesmo. Saberá, no mínimo, que, sem alarde, o Brasil aprendeu a fazer filosofia para além das monografias sobre autores consagrados.
 

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Sobre o autor (2020)

Abah Andrade é filósofo brasileiro, instaurador do pós-ceticismo trágico, consignado no ensaio Ceticismo e verdade, publicado no ano de 2018 na Revista Trans/form/ação, vol. 41, n. 3 e em inéditos. Com pós-Doutorado em Filosofia pela UFSC (2015); doutorado com distinção em Filosofia pela USP (1998-2001) com bolsa da FAPESP e mestrado com louvor em Filosofia pela USP (1996-1998) com bolsa do CNPq, na linha de pesquisa em Teoria das Ciências Humanas; e Graduação em Filosofia pela UFPB (1992-1995).É professor titular da Universidade Federal da Paraíba e tem vários livros e artigos publicados.

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