Sejamos todos feministas

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Editora Companhia das Letras, 26 de set. de 2014 - 24 páginas
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O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.
"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."
Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: 'Você apoia o terrorismo!'". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".
Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.
 

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"Sejamos Todos Feministas", 2015, é a adaptação do discurso da Chimamanda feito no TEDx Euston que fala sobre como foi a primeira vez que foi chamada de feminista. Durante uma discussão com um amigo: "Não era como um elogio. Percebi pelo tom da voz dele. Era como se dissesse: 'Você apoia o terrorismo!'." Mesmo assim, ela não levou o termo como ofensa e passou a se chamar de - em resposta aos que dizem que feministas não gostam de homem, salto, batom ou casamento. - "feminista feliz e africana que não odeia homens e que gosta de usar batom e salto para si mesma, e não para os homens". Além disso, partindo de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana, Ngozi Adichie mostra muito do que precisa ser feito para atingirmos a igualdade de gênero que, segundo ela, será libertadora para todos. 

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O que é o ser humano? O ser humano é feito de acertos, erros, suposições e conclusões. Hipóteses fazem parte da nossa sociedade e o que Adichie quer mostrar é que é possível pensarmos em unirmos em prol da igualdade sem quaisquer ligação aos rótulos ou distinções que tentam nos impor goela abaixo.  

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Sobre o autor (2014)

Nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos. Veja o trailer de Meio sol amarelo, romance que concedeu à autora o Orange Prize:

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