Relações Internacionais: visões do Brasil e da América Latina

Capa
Estevão Chaves de Rezende Martins
IBRI, 2003 - 479 páginas
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O livro reúne grande conjunto de ensaios organizado em homenagem a Amado Cervo, e que têm como eixo a história das relações internacionais. Os 14 trabalhos se debruçam sobre diferentes temas da agenda contemporânea de estudos internacionais, com ênfase especial aos aspectos da inserção internacional da América Latina e do Brasil.

 

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Página 171 - Trinta Anos" em que parece ter vivido a Europa, e com ela grande parte do mundo, entre 1914 e 1945. Apenas a partir da segunda metade do século XX, e com maior vigor a partir dos anos 1960, os acordos multilaterais começaram a suplantar os instrumentos bilaterais enquanto mecanismos reguladores da vida económica das nações. Inaugurados timidamente no último terço do século XIX, durante a fase do capitalismo triunfante, mas interrompidos logo depois pelos desastres políticos, económicos...
Página 8 - Brasil para, com seus parceiros, abrir a avenida da reflexão comprometida com um olhar nacional sobre os grandes fenómenos da vida internacional que envolvem a sociedade brasileira. Estratégia comum alinha autores e livros. Em primeiro lugar, eles pretendem contribuir para a formação da crescente mão-de-obra brasileira interessada em compreender os desafios internacionais e traduzi-los adequadamente para os atores sociais com interesses cuja realização sofrem impactos diretos ou indiretos...
Página 68 - FMI e do Banco Mundial, num quadro de graves dificuldades económicas, enquanto o conflito centro-americano permitia ao governo Reagan trazer a Guerra Fria para o âmbito hemisférico, o que lhe possibilitava também utilizar instrumentos diplomáticos e militares para exercer uma pressão suplementar sobre a América Latina. Neste contexto os dois países haviam aderido ao Grupo de Apoio à Contadora e desencadeado um acercamento sistemático e institucionalizado.
Página 144 - encarregado de exprimir a VMI o pesar com que SM a "Rainha viu as circunstâncias que acompanharam a suspensão "das relações de amizade entre as cortes do Brasil e da Ingla"terra, e de declarar que o Governo de...
Página 68 - Fruto deste esforço, em 1988 foi firmado o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento Brasil-Argentina, que previa o estabelecimento de um Mercado Comum entre os dois países num prazo de dez anos. O que estava por trás desta cooperação, a par dos fatores já apontados, é a marginalização crescente da América Latina no sistema mundial, a tentativa de formular respostas diplomáticas comuns aos desafios internacionais, a busca de complementaridade comercial, a criação de fluxos...
Página 125 - Portugal, a primeira ideia, talvez, que suscita este vocábulo é a de um indivíduo cujas características principais e quase exclusivas são viver com maior ou menor largueza e não ter nascido no Brasil; ser um homem que saiu de Portugal na puerícia ou na mocidade mais ou menos pobre e que, anos depois, voltou mais ou menos rico.
Página 171 - ... alguns setores da vida económica, sobretudo no campo do comércio, das finanças e dos meios de pagamentos (e adicionalmente no da regulação de alguns aspectos da vida produtiva, como o das relações de trabalho, por exemplo). Bretton Woods (julho-agosto de 1944: criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) é o marco inicial desse processo "fundador...
Página 301 - ... último contexto. Desde fines de los años sesenta un conjunto de intelectuales latinoamericanos como Fernando Henrique Cardoso, Helio Jaguaribe y Osvaldo Sunkel, desarrollan la teoría de la dependencia que más adelante es ávidamente asimilada por los Estados Unidos.55 La idea central de esta teoría, de la cual existen numerosas versiones, es la de que la evolución de los países ricos y de los países pobres, es parte de un mismo proceso que produce desarrollo en los centros y subdesarrollo...
Página 7 - A coleção, constituída de dez títulos a serem lançados, gradualmente, objetiva a formação das novas gerações brasileiras na área, mas também atende à demanda crescente da opinião pública nacional interessada nas novas conformações internacionais e ávida por conhecer, de forma sistemática e organizada, os grandes...
Página 191 - ... até o ponto em que a profundidade das águas sobrejacentes permita o aproveitamento dos recursos naturais das referidas regiões; b) o leito do mar eo subsolo das regiões submarinas análogas, que são adjacentes às costas das ilhas. Artigo 2 1. O Estado ribeirinho exerce direitos soberanos sobre a plataforma continental para os fins da exploração desta e do aproveitamento de seus recursos naturais.

Sobre o autor (2003)

 Professor do Departamento de História da Universidade de Brasília.

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