Quando eu voltar a ser criança

Capa
Grupo Editorial Summus, 1981 - 155 páginas
4 Resenhas
Em nosso século, poucos educadores conheceram tão a fundo a alma da criança e do adolescente como Janusz Korczak, o mestre polonês que levou sua dedicação aos pequenos a ponto de - com um grupo deles - fazer a viagem final, em meio ao extermínio da Segunda Guerra Mundial. Eis um livro raro, tocante, sensível, comovente. Belo e terno, ele não discursa sobre a criança, mas se faz de porta-voz dela, voltando a ser criança e revivendo um mundo através dos olhos, sensações, tristezas e desencantos que toda criança vive. Um livro envolvente e sábio, mostrando as dificuldades de ser criança neste mundo feito, pensado e mandado pelos adultos.
 

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Para entrarmos no espírito de Janusz Korczak:
"Vocês dizem:
- Cansa-nos ter de privar com crianças.
Têm razão.
Vocês dizem ainda:
- Cansa-nos, porque precisamos descer ao seu nível de compreensão.
Descer, rebaixar-se, inclinar-se, ficar curvado.
Estão equivocados.
- Não é isto o que nos cansa, e sim, o fato de termos de elevar-nos até alcançar o nível dos sentimentos das crianças.
Elevar-nos, subir, ficar na ponta dos pés, estender a mão.
Para não machucá-las"
(Janusz Korczak, em "Quando eu voltar a ser criança")
JANUSZ KORCZAK, O EDUCADOR HERÓI
Seu verdadeiro nome era Henrik Goldszmit (1878 ¿ 1942), judeu polonês, adotou o pseudônimo com que ganhara um concurso literário na juventude. Filho de uma abastada família, estudou medicina em Paris e Berlim. Pediatra, é porém, por suas obras pedagógicas que ficou conhecido. Inspirou-se nas idéias de Pestalozzi, de educação não repressiva, vendo a criança como companheira de trabalho, levando em conta a individualidade, a influência do meio, etc.Korczak sintetizava seu método na seguinte frase:" eu não posso criar outra alma, mas posso acordar a alma que está dormindo".
Deve-se ressaltar a importância que teve na vida deste educador, a influência exercida por sua grande amiga Stefa Wilczinska, uma mulher notável.Juntos criaram um orfanato em Varsóvia, que funcionava como uma república infantil, onde as crianças tomavam decisões em assembléias.
Havia um parlamento, onde o voto de uma criança valia tanto quanto o de Korczak e um tribunal, destinado a defender os mais fracos. Esse tribunal, porém, antes de punir, incentivava o perdão e a reparação do dano cometido.
Após a invasão da Polônia pelos nazistas, o orfanato foi fechado e os judeus confinados no gueto de Varsóvia. A partir de 1940, Korczak passou a viver com as suas crianças nas péssimas condições reinantes no gueto. O mestre não se deixou, porém, contaminar pelo clima de ódio. Em seu livro O Diário do Gueto, lemos: "fazer o mal? Como? Não sei como se faz isso"
O movimento polonês de resistência ofereceu documentos falsos para que Korczac, Stefa e outros colaboradores fugissem. Korczac preferiu acompanhar suas crianças. No embarque para Treblinka, Korczak, juntamente com a leal Stefa, estava à frente de 200 crianças, compartilhando de seu martírio. Todos morreram em Treblinka, no ano de 1942, em mais uma vitória da barbárie sobre a civilização.
Nesta semana, em que se comemora o dia do professor, que reverenciemos a memória de Janusz Korczak, esse educador herói, dedicado até o fim às crianças que amava.
Livros.
Korczak, Janusz - Como amar uma criança, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983
Korczak, Janusz - Quando eu voltar a ser criança, São Paulo,Summus, 1981.
Korczak, Janusz, Diário do Gueto, São Paulo, Perspectiva, 1982.
Filme.
As 200 crianças do Dr Korczak, Andrzej Wajda, Polônia, 1999- encontrado em algumas locadoras com o título de Korczak
 

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A deste livro me proporcionou a muitos conhecimentos sobre os pensamentos das crianca

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I
15
II
23
III
57
IV
85
V
115
VI
141

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