Propostas para uma gestão pública municipal efetiva

Capa
FGV Editora, 2003 - 188 páginas
1 Resenha
Este livro demonstra que não se pode pensar o local e suas interações com o regional, o nacional e o global senão como um mosaico em que se entrelaçam, de forma complexa, aspectos gerenciais, sociais, econômicos, políticos, culturais e simbólicos. Os textos apresentados, da autoria de Sylvia Constant Vergara, Aspásia Camargo, Paulo Roberto Motta, Frederico Lustosa da Costa, Augusto Paulo Guimarães Cunha, Sonia Fleury, Gustavo Krause, Vera Lúcia de Almeida Corrêa e Eliane Moledo contém as aulas transmitidas durante o Programa de Aperfeiçoamento de Gestores Municipais, uma parceria da Ebape com o Instituto Tancredo Neves.
 

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O texto em questão trata-se de uma coletânea de artigos, reunidos com o objetivo de orientar gestores públicos na solução de seus problemas.
No artigo introdutório, Sylvia Constant vergara trata
sobre o papel do município no atual contexto nacional e internacional. A autora começa traçando um esboço sobre o momento histórico atual, no qual as mudanças ocorrem rápida e constantemente, num ritmo até então desconhecido para a humanidade, incluindo aí a gestão pública. Graças a esse ritmo acelerado, um dos efeitos perceptíveis é um aumento do clamor por uma reforma no Estado e na forma como a coisa pública é tratada, em especial a partir dos anos 90 e não apenas no Brasil, mas mundialmente.
Entre os fatores predominantes para esta crise do modelo de administração atual, a autora destaca:
• Crise fiscal
• Aumento do custo social do Estado
• Perda de poder dos Estados Nacionais
• Aumento de poder da sociedade civil
Ao contextualizar estas mudanças a uma sociedade globalizada e altamente tecnológica, a autora percorre o processo em que a sociedade evoluiu desde uma existência essencialmente agrícola até o nascer da era industrial, salientando o caráter negativo da alienação causada pela fragmentação das operações no ambiente produtivo em série, que seria a base do sistema burocrático, em que a maioria dos participantes de um processo ignoram o impacto de suas ações para o resultado final. Esta mentalidade foi amplamente abraçada no ambiente corporativo, assim como incorporada à administração pública na persecução de uma maior eficiência, porém enfrentando distorções em si mesma, que levaram gradualmente ao questionamento em questão.
Como próxima etapa, saímos da sociedade agrícola, passamos pela industrial, e chegamos à sociedade da informação, em que a agilidade para interpretar e reagir ao conhecimento se tornam mais importantes do que a especialização ou a simples obtenção de uma informação, dado seu caráter rápido e mutável. Tal ideia se aplica, mais uma vez, às organizações públicas e privadas, porém havendo maior esforço de adaptação por parte destas últimas.
Reconhecida esta falha, o movimento de reforma do Estado leva em direção a uma administração pública que se inspira e persegue a mesma agilidade e eficiência da privada. O esforço é por vencer as amarras burocráticas, em seu sentido mais pejorativo, sem entretanto abrir mão de suas vantagens, necessárias e irrevogáveis, o que torna mais complicado o processo de transição.
Outra tendência apontada no texto é a necessidade de municípios e estados se promoverem internacionalmente, devido à globalização e à necessidade de ampliação das relações destes com seus congêneres na troca de experiências que possam ajudar na solução de problemas similares e na necessidade de interações que extrapolem os limites nacionais.
Voltando ao contexto da globalização que afeta a sociedade da informação, ainda não foram superados determinados desafios, já que surgem com a mesma velocidade em que a sociedade muda e evolui. As distorções resultantes deste processo atingem uma parcela cada vez maior da população, à medida que esta se vê incapaz de evitar a imersão nestas mudanças. Ainda assim, problemas como a concentração de renda, falta de mão de obra especializada que atenda às novas demandas do mercado, além de uma deterioração rápida do ecossistema assim como das relações interpessoais, são apenas algumas das distorções que se mostram como desafios a serem vencidos nos âmbitos empresarial e governamental.
Neste sentido, e buscando atender ao anseio por uma mudança no modelo de gestão pública, têm-se adotado uma mentalidade de integração, em que medidas locais tentam manter a perspectiva de sociedade globalizada, analisando não apenas o impacto de cada decisão frente aos problemas locais, mas também em sua relação com a sociedade globalizada em sua totalidade, assim como a própria interligação entre os problemas de
 

Conteúdo

Prefácio
7
tendências internacionais e
39
novo desafio
69
Políticas sociais c democratização do poder local
91
um estilo de governar
117
No planeta nem tudo que reluz é água
133
Gerenciamento eficaz dos processos de contratações
151
Um estudo sobre a geração de receita tributária visando
167
Direitos autorais

Termos e frases comuns

Informações bibliográficas