Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade

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Civilização Brasileira, 2015 - 287 páginas
Apresenta um percurso crítico onde a indagação sistemática sobre a construção dos gêneros e das identidades, está centrada em duas instâncias assumidas como cruciais: o falocentrismo e a heterossexualidade compulsória. Critica a presença de certas escolhas políticas na tradição do estruturalismo que delineia a concepção vigente de identidade e inicia uma consideração crítica sobre a construção do corpo materno em Julia Kristeva.

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Filósofa feminista, teórica queer, militante da causa transexual e intersexo, pesquisadora da filosofia judaica, politicamente engajada na questão da violência nos Estados Unidos, professora do Departamento de Retórica e Literatura Comparada da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Judith Butler é referência imprescindível nos estudos da Teoria Queer desde que, em 1990, publicou o seu Problemas de Gênero (Gender Trouble, Editora Civilização Brasileira), onde busca uma desconstrução das configurações de identidade de gênero e propõe um pensamento abrangente, que ao deslocar-se da análise recorrente da questão relacionada a homem e mulher, inclui na questão os indivíduos inadequados ao ideal normativo. O objetivo de Butler é indicar uma incapacidade de coerência da identidade de gênero, que, se pensada em uma estrutura binária e linear, pressupõe uma necessidade de ajuste à norma por parte daqueles que não se enquadram em tais estruturas. Butler aponta que essa configuração do modelo comportamental exigido pela sociedade deixa de lado particularidades anatômicas ou psicológicas que escapam à classificação de normalidade, e exclui a sexualidade como uma multiplicidade de combinações que não surgem a partir da imposição psicossocial. 

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