Por uma educação crítica e participativa

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Anfiteatro, 10 de set. de 2018 - 288 páginas

Estudo realizado em 2017 pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) situou o Brasil em penúltimo lugar, entre os 36 países analisados. No ranking da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Brasil figura em 88o lugar em uma lista de 127 países. Posições vexatórias que comprovam o que ninguém ignora: a educação é o mais grave e urgente problema nacional, porque a solução de todos os demais passa forçosamente pela melhoria da qualidade do ensino.

Educador formado e aprimorado na ação política e pedagógica concreta – trabalhou 20 anos em educação popular, cinco anos em uma favela de Vitória e 15 em São Paulo, no Cepis (Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientae) –, Frei Betto se inscreve entre os grandes pensadores da educação no Brasil, como Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Lourenço Filho, Lauro de Oliveira Lima, Rubem Alves, Celso Furtado e Fernando de Azevedo. Com Paulo Freire e o jornalista Ricardo Kotscho como mediador, assinou, na década de 1980, Essa escola chamada vida, livro consagrado como um clássico do gênero e "obra de grande relevância para quem deseja compreender o processo de elaboração do referencial da educação popular no Brasil", segundo as professoras Jacqueline Ventura e Ana Paula Moura.

Por uma educação crítica e participativa retoma as questões levantadas no diálogo com Paulo Freire e as expande e atualiza, para englobar, entre outros, os novos desafios representados pela televisão, internet, pelas tecnologias digitais e redes sociais. Frei Betto busca incorporar essas inovações ao processo educativo ao partir da premissa de que a escola não deve apenas formar mão de obra qualificada e sim pessoas felizes, pois "saber educar é saber amar".

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Sobre o autor (2018)

Doutor honoris causa em Filosofia pela Universidade de Havana, Frei Betto estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. É frade dominicano, escritor e cronista, tendo conquistado alguns dos mais importantes prêmios literários brasileiros, tais como o Jabuti de 1982, por Batismo de sangue. Neste mesmo ano, foi eleito Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores, que lhe concedeu, em 1985, o prêmio Juca Pato, pelo livro Fidel e a religião. Dele a Rocco publicou também: Paraíso perdido; Calendário do poder; A mosca azul; Aldeia do silêncio; Minas do ouro; A arte de semear estrelas; Um homem chamado Jesus; Começo, meio e fim. Atuou como assessor especial da Presidência da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero, durante os anos de 2003 e 2004. É assessor de movimentos sociais e educador popular.

Informações bibliográficas