Para entender as linguagens documentárias

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Polis, 2002 - 92 páginas
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Cada vez mais as linguagens documentárias vêem se mostrando como importantes ferramentas de organização e distribuição de informação. Elas já são hoje consideradas imprescindíveis para agregar valor à informação especializada, na medida em que, por seu in

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Resenha
CINTRA, Anna Maria Marques, et.al. Para entender as linguagens documentárias. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002. 96p.
Por: Rogério Borges
São quatro as autoras do livro: Anna Maria Marques Cintra, Maria de Fátima Gonçalves Moreira Tálamo, Marilda Lopes Ginez de Lara e Nair Yumiko Kobashi. Elas começam lembrando quão importante é a palavra, que por sua plasticidade entre outras características, vem a ser o suporte do conhecimento.
O livro resenhado é constituído por quatro capítulos além da apresentação, introdução e bibliografia. No primeiro capítulo intitulado conhecimento, informação e linguagem, as autoras abordam de maneira sucinta algumas definições de informação e conhecimento numa primeira parte do capítulo, frisando sempre que a informação está ligada ao conhecimento e se baseia na dinâmica de quem emite e também na dinâmica de quem recebe o enunciado; outra consideração importante sobre o que é informação é a constatação da necessidade de que haja a identificação de um sinal seguida da interpretação desse sinal como mensagem, é inevitável essa característica de transmissibilidade.
As autoras concluem o primeiro capítulo abordando as características gerais da linguagem e ressaltando três aspectos: demarcação, significação e comunicação; elas citam Barthes para sustentar a afirmativa de que todos os fazeres humanos são formas de linguagem. As autoras ainda fazem comentários sobre as mudanças na concepção de linguagem no decorrer do tempo lembrando que tudo depende da ideologia reinante nas diferentes sociedades e tempos históricos. Atualmente a linguagem e concebida como um sistema, o símbolo só tem significado compreensível dentro desse sistema como um todo.
O capítulo dois dedica-se às linguagens documentárias (LDs) e história da documentação; as autoras definem a linguagem documentária como um sistema simbólico constituído por um conjunto de termos usados para representar os conteúdos de textos científicos e ou técnicos a fim de construir uma classificação que propicie a boa recuperação da informação. Essa representação seria uma tradução da linguagem natural (LN) para a linguagem documentaria (LD), o que podemos chamar de indexação.
As autoras conseguem com sucesso dar um panorama geral sobre as questões das linguagens documentárias, desde a exemplificação dos tipos de LDs, como os sistemas de classificação documentárias, passando pelos problemas das análises documentárias e chegando a comentar sobre as dificuldades de manter as LDs como instrumentos dinâmicos condizentes com os avanços do conhecimento.
Quanto ao capítulo três, novamente se descortina um panorama que, mesmo através de pequenas pinceladas, é capaz de apresentar os conceitos de sistema nocional, noções, relações hierárquicas, relações não hierárquicas ou sequenciais, subordinação, superordenação e outros conceitos relacionados; o uso de esquemas para falar dessas questões é bem elucidativo.
No quarto e último capítulo é abordado o tema da relação entre a linguagem documentária e a linguística. A palavra na linguagem natural assume vários sentidos dependendo do contexto, pois é inerente a LN a possibilidade de mudanças, o dinamismo da linguagem é o que a torna uma representante da realidade. Na linguagem documentária que é uma linguagem artificial acontece o contrário, as palavras só podem possuir um significado, pois são termos construídos com a finalidade única de apenas informar, as autoras deixam bastante claro que linguagem documentária depende do controle do vocabulário.
 

Referências a este livro

Informações bibliográficas