Modernidade líquida

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Jorge Zahar Ed., 2001 - 258 páginas
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A modernidade imediata é 'leve', 'líquida', 'fluida' e mais dinâmica que a modernidade 'sólida' que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou mudanças em todos os aspectos da vida humana. Nesta obra, o autor procura esclarecer como se deu essa transição e auxiliar o leitor a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta, fazendo uma análise das condições cambiantes da vida social e política.

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Liquidez na pós modernidade e a crise de identidade
Na obra Modernidade Líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman temos dois conceitos da ordem da física reaplicados na sociologia. São os
conceitos opostos de fluidez e solidez. Segundo o autor, as sociedades humanas pré-modernas se acostumaram a viver em um mundo de instituições sólidas, ou pesadas para um mundo caracterizado pela fluidez.
Fluidez é uma característica dos líquidos, que ao contrário dos sólidos se apresentam em formas metamórficas, capazes de se alterar e de se reorganizar conforme o meio em que se encontram: a água corre do rio para o mar e pode ir de lá para uma garrafa e assumir a sua forma sem maiores problemas; a garrafa (sólida), só deixa de ser uma garrafa se for quebrada ou derretida, ou seja, enquanto o líquido muda de forma de maneira natural, sólidos precisam de profundas e violentas transformações para que sua estrutura seja alterada.
Pós-modernismo, ou modernidade líquida como define bem Zygmunt Bauman, seja qual for o termo usado, todos eles designam uma mudança de paradigma nas Ciências Humanas. Onde a identidade cultural do sujeito pós-moderno (gênero, classe, etnia, raça e nacionalidade) se desloca o tempo todo de acordo com o aparecimento de novos aspectos formais na cultura, com o surgimento de um novo tipo de vida social. Na verdade, ainda não existe um conceito de pós-modernidade, mesmo porque não se pode afirmar que vivemos numa época pós-moderna. Poderíamos imaginar que o que existe são ilhas de pós-modernidade cercadas por sociedades extremamente conservadoras.
Por Clarisse Guedes.
 

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