Manejo ecológico do solo : a agricultura em regiões tropicais

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NBL Editora, 2002 - 549 páginas
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A distribuição das áreas agrícolas e pastoris no Brasil. A situação da agricultura nas zonas tropicais. Elementos de manejo. A fisiologia da planta nos trópicos. A raiz. O solo. A matéria orgânica. A biologia do solo. A microbiologia do solo. A bioestrutura do solo. A adubação e nutrição vegetal. O manejo de solos tropicais e subtropicais. Solos especiais. O manejo do solo pastoril. O manejo dos solos do cerrado. O manejo dos solos da mata amazônica.
 

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Pós graduação em Agroecologia Mestrado Profissional
@profagroec Agricultura
Acadêmica: Vanessa Cristina Neves Trabuco Gardin
Professor (Me.): Flávio Antonio Degasperi da Cunha
PRIMAVESI, Ana Maria. Manejo Ecológico do Solo: Agricultura em regiões tropicais. Livraria Nobel SA, São Paulo, 2.ª Edição, 2002, p. 213 a 263
RESENHA
A referente obra da autora e pesquisadora Ana Maria Primavesi, demonstra em suas descrições claras, uma grande preocupação relacionada a bioestrutura do solo, tendo em vista os dados apresentados como fonte de pesquisas realizadas por ela, os quais demonstram os desgastes que o solo pode sofrer com manejos impróprios e inadequados. Refere-se a autora aos elementos químicos e orgânicos que são a base de sustentação dessa bioestrutura, além de refletir acerca das práticas de agricultores convencionais que sua maior preocupação é a produtividade em larga escala.
Por meio de exemplos e relatos de suas experiências, Primavesi nos demonstra os reais motivos que assombram a agricultura desde a década de 50, sendo esses recursos bastante atuais e condizentes às práticas contemporâneas. Assim sendo, mediante tais pesquisas, podemos confirmar tamanha necessidade em nos debruçarmos em busca de novas práticas, principalmente sendo elas orgânicas.
Considerando que muitos macro e microrganismos sobrevivem no solo e uma intensa cadeia habita nesse sistema, elencando florestas e inúmeras vegetações que dependem dele para sua subsistência, a autora descreve em seu texto que o solo é uma massa inerte constituída de uma fração minerálica que serve de mero suporte para toda vegetação de cobertura. Esse solo é também um organismo vivo e sua vida principia por essa vegetação, como troca de interesses.
Um exemplo disso é quando uma árvore chega ao fim de sua vida. Tudo o que resta dela cai sobre a terra adentrando ao solo e aí se inicia um novo processo chamado de “decomposição”. O fim dessa árvore pode caracterizar o início de uma nova vida, ou seja, uma infinidade de micro seres sobrevivem ao custo da matéria morta, aproveitando-se a princípio das partes mais tenras, deixando por último a lignina que é enriquecida com bactérias de nitrogênio provenientes do ar e do solo e com a presença de enzimas microrgânicas e oxidadas, resultando numa substância marrom com propriedades coloidais chamadas de húmus.
Para que o húmus seja aproveitado com todas as suas propriedades pelo solo a mesofauna se incumbe dessa função, permitindo que ele seja totalmente absorvido pelo solo, tendo como principal misturador: as minhocas. Elas transportam toda essa substância pelo solo, possibilitando o aparecimento da microvida.
Conta a autora uma lenda inca que fala sobre a valorização do solo para uma boa prática agrícola. Diz a lenda que o primeiro homem pegou sua mulher pela mão e com varas saíram afundando-as na terra a procura de um solo fofo. Ao encontrar o melhor terreno, ali pararam e construíram sua casa. Mais tarde o território ficou conhecido como a “Santa Cidade de Cuzco”.
Mesmo após tantos séculos de observação do solo, ainda verificamos práticas inadequadas e que o prejudicam e toda a vegetação e sistemas que lá existem. O uso de produtos químicos e práticas de queimadas entre outras, são os principais causadores de sua infertilidade. Alega-se que para um solo fértil é importante que os fungos, raízes vegetais e especialmente as minhocas acumulem os grumos primários com a ajuda do húmus, constituindo a base da estrutura afofada do solo. Sabe-se que com média de três anos toda a camada viva do solo passa por decomposição de uma minhoca e pelo menos deveria passar, para que com isso os agregados estáveis da ação da água pluvial sejam enfim a base da fertilidade desse solo agrícola.
Num solo cultivado, o gasto de húmus é muito grande, graças as bactérias que decompõem a matéria orgânica água e dióxido de carbono que sobe e vai à terra e é absorvido pelas folhas. Quando os produtos
 

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Livro Ana Primavesi - Primeiras Técnicas Agroecológicas

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Conteúdo

Resumo
186
Resumo
193
Capítulo VII
204
A resistência dos grumos e o efeito da estrutura grumosa
211
Estabilização e proteção dos grumos
217
Como ocorre a destruição dos grumos do solo
223
A bioestrutura e sua relação com o clima e a erosão
234
A proteção da bioestrutura
244
Resumo
251
A adubação e nutrição vegetal
258
Resumo
265
Direitos autorais

Referências a este livro

Informações bibliográficas