Longe da água

Capa
Companhia das Letras, 2004 - 115 páginas
Num sábado de inverno de boas ondas e correnteza forte, dois garotos caem no mar para surfar. Um deles é o narrador do livro e o outro é Jaime, seu melhor amigo. Em Albatroz, balneário do Rio Grande do Sul, onde costumam passar as férias, eles vivem as primeiras experiências da adolescência. Um incidente ocorrido no mar naquele dia vai marcar de forma radical a vida do protagonista. No momento em que conta a história, o narrador - agora com quase trinta anos, morando em São Paulo - vive um período de fragilidade psicológica. Além da história da amizade com Jaime, que vai sendo descrita de forma oblíqua e alusiva, o narrador rememora a rotina opressiva dos tempos de colégio. Volta também a lembranças de Laura, ex-namorada de Jaime, por quem se sentia atraído - e que desempenhará papel fundamental na sua vida adulta. "Nada pode ser tão banal, mas não é bem disso que estamos falando." A frase que abre o livro é o resumo de como os temas se apresentam: depois do mote inicial - uma relação de amizade e um breve namoro de verão - segue-se o relato de uma formação intelectual e afetiva. Aos poucos, o leitor descobre que, por trás da leveza narrativa e do encadeamento fluente das memórias do protagonista, Longe da água é uma narrativa intensa e reveladora sobre a entrada no mundo adulto, a descoberta da dor e os efeitos duradouros da perda e da culpa.

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Conteúdo

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9
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10
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13
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