História social da criança e da família

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LTC, 2006 - 195 páginas
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Em História Social da Criança e da Família, Ariès mostra como a sociedade muda quando as atitudes daqueles que a compõem mudam. Seu argumento baseia-se mna idéia de que, a partir do século XVIII, o compromisso dos pais com seus filhos nasceu com o controle da natalidade e o declínio da fecundidade, antes que a criança se tornasse adulta. A alta mortalidade incentivava uma excessiva atenção materna e paterna. Na sociedade medieval, para Philippe Áries o conceito de infância não existe; isso não significa que as crianças eram negligenciadas, abandonadas ou desprezadas. O conceito de infância não deve ser confundido com atenção aos filhos: corresponde a uma tomada de consciência da criança em particular, consciência esta que não existia. Philippe Áries aborda a importância das brincadeiras, as pequenas escolas, o ensino diferenciado, a "invenção" da infância a partir do momento em que as mulheres passam a ter menos filhos e estes têm uma sobrevida maior, tornando-se adultos. A criança é, primordialmente, um ser distinto do adulto, possuidora de valores próprios como fantasia, ingenuidade, ludicidade.

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